Ibovespa bate os 145 mil pontos e renova máxima histórica à espera de Fed e Copom

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No dia de Super Quarta, com decisão dos juros nos Estados Unidos e no Brasil, o Ibovespa opera em alta de 0,71%, aos 145.078 pontos, por volta das 10h45, batendo a máxima histórica intraday.

Ontem, já na expectativa pela decisão dos juros, o índice de referência da bolsa brasileira fechou em alta de 0,36%, no patamar histórico de 144.061 pontos. Já o dólar caiu, chegando à menor cotação em mais de um ano, de R$ 5,298. Hoje, a moeda americana abriu perto da estabilidade, a R$ 5,301.

Nos Estados Unidos, Dow Jones futuro tinha alta de 0,27%, o futuro do Nasdaq tinha leve queda de 0,01% e o futuro do S&P 500 operava estável.

A decisão sobre o futuro dos juros americanos será anunciada hoje, no fim da reunião de membros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Pelo menos 94% dos investidores acreditam numa queda 0,25 ponto percentual da taxa nos Estados Unidos, o restante crê em corte de até 0,50 ponto percentual, segundo levantamento da FedWatch, ferramenta que mede a probabilidade de mudança dos juros americanos. No Brasil, o Banco Central deve manter a Selic em 15%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou projeto de lei, a ser enviado ao Congresso, que trata da regulação econômica das big techs, com maior fiscalização do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O governo Donald Trump é contra qualquer tipo de medida, sanção ou tributação das empresas de tecnologia americanas, tornando o tema mais um item da tensão comercial entre os dois países.

No radar hoje

A grande expectativa do mercado nesta Super Quarta vai para além do anúncio de queda dos juros nos Estados Unidos e da manutenção da taxa no Brasil. O mercado espera qual será o discurso de seus dirigentes após as reuniões.

Nos Estados Unidos, dados comprovam que o mercado de trabalho de fato arrefeceu, mas a inflação está resiliente, podendo sofrer impacto com as tarifas de importação nos produtos americanos.

No Brasil, o mercado aguarda a sinalização da autoridade monetária com relação a possível corte dos juros no próximo ano. Não se tem definido ainda até quando o BC manterá os juros elevados para ancorar as expectativas.

Indicadores econômicos

O Índice Geral de Preços −10 (IGP-10) subiu 0,21% em setembro, pressionado pela elevação dos preços das commodities, afirma a FGV Ibre, responsável pelo dado que calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

O IGP-10 teve alta de 0,16% em agosto. Com isso, o índice acumula queda de 1,06% em 2025 e alta de 2,88% nos últimos 12 meses.

Mercados internacionais

No Japão, o índice Nikkei 225 recuou 0,3% e o Topix caiu 0,71%. Na Coreia do Sul, o Kospi teve queda de 1,05% e o Kosdaq sofreu baixa de 0,74%.

Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,78%, com influência das empresas de tecnologia. O CSI 300, que reúne as principais ações de Xangai e Shenzhen da China, subiu 0,61%.

Na Índia, o Nifty 50 avançou 0,36% e o Sensex registrou alta de 0,38%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 fechou em baixa de 0,67%.

Na Europa, as principais bolsas abriram mistas. Por volta das 10h15 (de Brasília), o índice francês CAC 40 caía 0,06%, enquanto o alemão DAX subia 0,23%, o europeu Stoxx 600 subia 0,11% e o britânico FTSE 100 tinha alta de 0,31%.

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