A Mastercard e outras 16 ações cíclicas podem se beneficiar de uma nova etapa de valorização do mercado caso o rali das bolsas continue, segundo análise do estrategista-chefe de ações dos Estados Unidos do Morgan Stanley, Mike Wilson, divulgada pela Barrons.
A avaliação ocorre em um contexto de recuperação recente do S&P 500, que subiu cerca de 10% desde a mínima registrada após a queda provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã. O mercado entende que o Donald Trump busca evitar um conflito prolongado, enquanto os preços do petróleo podem já ter atingido o pico e eventuais pressões inflacionárias tendem a ser temporárias.
Nesse cenário, segundo a Barrons, cresce a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) não adote uma postura restritiva em relação às ações. Caso a inflação retorne à meta de 2%, o banco central poderá até reduzir juros, especialmente diante de sinais recentes de enfraquecimento do mercado de trabalho. Taxas mais baixas, embora levem tempo para impactar a economia, tendem a favorecer a demanda de consumidores e empresas até 2027.
Com maior disponibilidade de liquidez e expansão moderada da atividade econômica, lucros corporativos e bolsas podem continuar avançando — cenário que costuma beneficiar ações cíclicas, como empresas de consumo, instituições financeiras, transportadoras e fabricantes de equipamentos.
Com base nesses critérios, Wilson selecionou empresas classificadas como “overweight” pelos analistas do banco e ainda negociadas ao menos 10% abaixo das máximas históricas. A lista inclui Mastercard, AutoZone, AutoNation, Carvana, O’Reilly Automotive, Home Depot, Ally Financial, Aon, Arthur J. Gallagher & Co., MetLife, S&P Global, Visa, Truist Financial, United Rentals, Uber Technologies, Werner Enterprises e GXO Logistics.
Entre os nomes destacados, a Mastercard chama atenção após queda de 14% nas ações, pressionadas por preocupações de que stablecoins possam reduzir sua participação em pagamentos internacionais. Ainda assim, a empresa negocia a cerca de 25 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, próximo das 21 vezes do S&P 500.
A companhia também adquiriu recentemente uma empresa de stablecoins para manter sua competitividade e não deixou de superar estimativas trimestrais de receita ou lucro em pelo menos 20 trimestres.
Analistas projetam crescimento de 13% nas vendas em 2026, para US$ 37 bilhões, após expansão média anual de 12% na última década impulsionadas pelo aumento do consumo global e pela transição gradual de muitos países para pagamentos eletrônicos, segundo a FactSet e divulgado pela Barrons.
Esse desempenho pode impulsionar o lucro por ação em 15%, apoiado por margens elevadas e mais de US$ 18 bilhões em fluxo de caixa livre esperado para recompras de ações — fatores que sustentam a tese de valorização no atual ciclo de mercado.












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