O S&P 500 pode estar a caminho de um novo patamar em Wall Street. O Goldman Sachs passou a projetar o índice em oito mil pontos até o fim do ano, uma revisão que reforça a visão de que a alta recente das ações das empresas estadunidenses ainda tem fôlego, mesmo após a sequência de recordes já observada.
O índice fechou aos 7.519,12 pontos na terça-feira, 26, com avanço de 0,61%. O desempenho levou o benchmark a operar praticamente colado à sua máxima em 52 semanas, registrada em 7.539,09 pontos.
O banco agora projeta que o lucro por ação das empresas do S&P 500 chegue a US$ 340 em 2026, um avanço de 24% em relação ao período anterior. Para 2027, a expectativa é de crescimento adicional de 13%, o que indica continuidade do ciclo de expansão, ainda que em ritmo mais moderado.
Boa parte desse impulso, segundo os estrategistas, vem dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial (IA), que devem responder por cerca de metade do crescimento dos lucros do índice neste ano.
“A previsão de retorno mais alta reflete as estimativas revisadas para cima dos lucros do S&P 500 após uma temporada de balanços do primeiro trimestre excepcionalmente forte”, detalhou o banco em fala repercutida pela Bloomberg.
No centro dessa revisão está a ideia de que o crescimento dos ganhos continua sendo o principal combustível do mercado, mais do que qualquer reprecificação baseada em múltiplos.
O Morgan Stanley e o Deutsche Bank também já vinham trabalhando com projeções mais agressivas para o S&P 500, em meio a um ambiente em que o apetite por ações segue sustentado principalmente por companhias de tecnologia.
Esse movimento tem sido suficiente para compensar parte das incertezas que ainda cercam o cenário global. Mesmo com tensões geopolíticas e dúvidas sobre o impacto econômico de conflitos recentes, o índice acumula alta próxima de 10% no ano e segue renovando máximas históricas, com o fluxo concentrado nas big techs.
Apesar do tom mais positivo, a avaliação é de que a combinação entre crescimento de lucros mais gradual à frente e incertezas sobre o próprio ciclo da IA tende a limitar uma expansão mais forte dos múltiplos. “O sentimento em relação à IA e as taxas de juros criam riscos em ambas as direções”, acrescentou.












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