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O Itaú está expandindo sua atuação nas indústrias de esporte, mídia e entretenimento ao integrar o Itaú BBA e o Itaú Private em uma nova vertical chamada SM&E. A iniciativa visa financiar negócios, assessorar transações e administrar patrimônios de artistas e atletas.
A carteira empresarial do BBA já conta com centenas de clientes, e a especialização das equipes permite uma análise mais eficaz do crédito. O mercado de direitos de transmissão do futebol brasileiro, por exemplo, movimentou R$ 5,4 bilhões em 2025, com potencial de crescimento significativo.
O Itaú também está adaptando seu atendimento às particularidades do setor, com gerentes dedicados e uma abordagem focada em relacionamento. O Itaú Private administra R$ 1,2 trilhão em patrimônio, com uma equipe de 19 profissionais voltados para o segmento SM&E.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
O Itaú patrocina a seleção brasileira de futebol e está presente em eventos como o Rock in Rio. Agora, quer aumentar sua participação nessas indústrias financiando seus negócios, assessorando transações e administrando o patrimônio de quem está por trás deles.
O que antes era tratado de forma separada no banco, a partir de segunda-feira, 28 de setembro, o Itaú BBA e o Itaú Private passam a ter uma atuação integrada para os mercados de esporte, mídia e entretenimento, em um eixo que será conhecido pela sigla SM&E (sports, media & entertainment, em inglês).
“Todo artista pode ser uma marca, todo atleta pode ser uma propriedade intelectual”, diz Eduardo Libano, superintendente do nicho tech do Itaú BBA. “Essa porta de entrada ela é muito convergente. Quando um cliente é bem atendido na sua pessoa jurídica, ele eventualmente quer ser um cliente do private e vice-versa.”
A iniciativa reúne equipes especializadas de banco comercial, investment banking e gestão patrimonial. No Itaú BBA, a carteira empresarial ligada ao segmento já soma algumas centenas de clientes.
Segundo o executivo, a especialização permite analisar melhor o crédito e oferecer soluções que talvez não surgissem de um atendimento dividido entre muitos setores. Libano reforça que isso não implica flexibilizar as regras de governança ou o apetite de risco do banco.
O tamanho da oportunidade que o Itaú vislumbra aparece em diferentes pedaços dessas indústrias. Os direitos de transmissão do futebol brasileiro movimentaram R$ 5,4 bilhões em 2025, segundo levantamento do próprio Itaú BBA, que estima potencial para esse mercado alcançar entre R$ 7,4 bilhões e R$ 12,4 bilhões.
Na música gravada, o faturamento brasileiro chegou a R$ 3,96 bilhões no ano passado, alta de 14,1%, de acordo com a Pro-Música Brasil. Já o Ecad arrecadou R$ 2,1 bilhões em direitos autorais de execução pública. São indicadores que ajudam a mostrar a escala das receitas e dos direitos negociados.
Para avançar nessa frente, o BBA passou a contar com gerentes de relacionamento dedicados ao segmento. Profissionais de áreas como crédito e meios de pagamento também participam do atendimento conforme as demandas de cada operação. O banco prefere falar em “algumas dezenas” de pessoas envolvidas nas diferentes áreas, já que o número varia de acordo com os projetos.
Guilherme Ávila, head of sports, media & entertainment do Itaú BBA, recorreu ao golfe americano para ilustrar até onde esse tipo de assessoria pode chegar.
Tiger Woods participou, como representante dos jogadores, das negociações ligadas à reorganização comercial do PGA Tour. Na operação que trouxe um investimento estratégico de até US$ 3 bilhões do Strategic Sports Group para a nova empresa comercial do circuito, o PGA Tour contou com Allen & Company e Raine Group como assessores financeiros.
No Brasil, Ávila vê espaço para trajetórias igualmente complexas. Um atleta pode ser cliente do Private, controlar uma agência que comercializa seus direitos de imagem e decidir investir em um clube. A empresa demandaria serviços do banco comercial; a aquisição, assessoria do investment banking; e o patrimônio pessoal, acompanhamento do Private.
Lana Comin, superintendente do Itaú Private Bank, diz que a proposta é aproximar essas equipes e adaptar o atendimento às particularidades do setor.
O Itaú Private administra R$ 1,2 trilhão em patrimônio, aproximadamente dois terços no mercado local e um terço no exterior. Esse montante corresponde ao Private como um todo, e não aos clientes de esporte, mídia e entretenimento.
A dimensão internacional pesa especialmente para atletas que mudam de país durante a carreira. Há ainda uma questão de prazo: muitos profissionais do esporte e da mídia concentram a formação de patrimônio em poucos anos, mas precisam administrá-lo por um período muito mais longo.
“O nosso negócio não é transacional, é relacionamento”, diz Felipe Merêncio, superintendente do Itaú Private Bank.
No Private, são 19 profissionais direcionados para atender clientes ligados a esporte, mídia e entretenimento – o Itaú não informa quantos atletas, artistas, criadores ou empresários do setor fazem parte de sua carteira patrimonial.












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