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A Endeavor Catalyst, braço de venture capital da Endeavor, anunciou o fechamento de seu quinto fundo, levantando US$ 320 milhões, superando a meta inicial de US$ 300 milhões.
Com mais de US$ 850 milhões sob gestão, o fundo busca investir em empresas de alto crescimento em mercados emergentes que utilizam inteligência artificial (IA) para resolver problemas complexos, com o Brasil se destacando como um bom candidato.
Até agora, o Fund V já investiu US$ 55,7 milhões em 30 empresas, incluindo a Replit e a HappyRobot. A Endeavor planeja investir mais US$ 25 milhões a US$ 30 milhões até o final do ano, com foco em setores além das fintechs, como saúde e educação.
A tecnologia de IA está permitindo que empresas cresçam mais rapidamente e busquem mercados globais, além de fomentar um “efeito multiplicador” entre empreendedores que reinvestem em novas startups.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A Endeavor Catalyst, braço de venture capital (VC) da organização de estímulo ao empreendedorismo, anunciou na quarta-feira, 7 de outubro, o fechamento final de seu quinto fundo, levantando um total de US$ 320 milhões. O valor ficou acima dos US$ 300 milhões que a organização havia estimado no começo de 2025, quando deu início à captação.
Com o novo fundo, a Catalyst passa a ter mais de US$ 850 milhões sob gestão. Com o caixa reforçado, a gestora vai em busca de empresas de alto crescimento em mercados emergentes que usam inteligência artificial (IA) para resolver problemas complexos, com o Brasil bem posicionado para receber esses recursos.
“Vemos que a IA permite resolver de forma muito eficiente coisas que não eram viáveis antes, em campos em que a gente via muito menos densidade de empresas nascentes”, diz Maria Teresa Fornea, managing director da Endeavor Brasil, ao NeoFeed. “E o Brasil é um excelente candidato dentro dessa camada [de aplicação], apresentando boas teses.”
O Fund V já investiu em 30 empresas, por meio de 32 aportes, somando US$ 55,7 milhões. Entre os primeiros investimentos estão a Replit, startup de vibe code, e a plataforma de agentes de IA HappyRobot. A Endeavor assina cheques na casa dos US$ 2 milhões, sempre acompanhando outros fundos nas rodadas.
Até o fim do ano, a ideia é aportar mais US$ 25 milhões a US$ 30 milhões em todo o mundo, com o fundo apresentando atividade relevante na Europa e na América Latina, além de um aumento de oportunidades no Sudeste Asiático. Somando os cinco fundos, até 22 de setembro, a Endeavor Catalyst havia investido em 437 empresas em 44 mercados, incluindo 83 companhias avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais e registrando 39 saídas.
No Brasil, onde fica seu maior escritório no mundo e já realizou 47 investimentos em 26 anos de história no país, em nomes como Wellhub e iFood, a Endeavor vê boas perspectivas de investimentos, diante da avaliação de que o País apresenta alguns dos principais pontos que o fundo está olhando: problemas complexos em larga escala que podem ser resolvidos com uma nova geração de aplicações de IA.
A tecnologia, inclusive, vai permitir olhar para além das fintechs, segmento do mercado brasileiro que concentrou muitos dos aportes dos VCs nos últimos anos. Saúde, segurança, educação, serviços e setores altamente regulados estão entre as áreas que ganham força com a IA e que podem receber investimentos.
“Fintech não perdeu a atratividade. O que acontece é que outras indústrias que estavam menos resolvidas se tornaram viáveis”, afirma Fornea. “Existem grandes problemas complexos em larga escala que não eram possíveis de resolver antes e que, com IA, passam a representar boas oportunidades.”
Ela destaca ainda que a mudança promovida pela IA não se limita ao número de setores que podem ser atacados. Segundo Fornea, a tecnologia também altera a velocidade com que essas empresas conseguem crescer e buscar mercados fora do Brasil, tema relevante para atrair recursos.
“A IA permite que as empresas, como elas ficam mais leves e permitem escalas, elas vão para mercados globais antes”, diz. “Elas vão para mercados globais antes, então você não só tem mercados endereçáveis muito grandes, mas você tem empresas que conseguem não estar em risco tão concentrado.”
No Brasil, a Endeavor vê ainda outro componente favorável: o chamado “efeito multiplicador”. Empreendedores que construíram empresas com o apoio da rede passam a reinvestir na próxima geração de fundadores.
No Fund V, empreendedores Endeavor representam cerca de 30% dos limited partners em número de investidores e 20% do capital captado. “Apesar da falta de liquidez no Brasil, existe um movimento novo e positivo de uma nova onda de empresas crescendo com muito mais tração e com muito mais eficiência, mudando a regra do que era possível”, diz Fornea.











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