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A computação quântica está se destacando como uma das candidatas à próxima grande onda tecnológica, com investimentos significativos de startups como a Oratomic e a Universal Quantum.
A Oratomic levantou US$ 475 milhões, totalizando US$ 775 milhões em captações, com foco no desenvolvimento de computadores quânticos de grande escala e tolerantes a falhas. A expectativa é que seu computador esteja pronto até 2030.
A Universal Quantum, por sua vez, anunciou uma rodada de US$ 100 milhões, a maior do setor no Reino Unido, para desenvolver sua tecnologia modular e expandir suas operações globalmente.
Ambas as empresas atraíram investidores de peso, refletindo o crescente interesse em aplicações comerciais da computação quântica, que já começa a ver algumas startups abrindo capital.
Gigantes como Google, IBM e Microsoft também estão investindo nessa área, com a Amazon reforçando parcerias para desenvolver tecnologia quântica.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Uma das principais candidatas a suceder a inteligência artificial (IA) como a próxima grande onda de tecnologia, a computação quântica ganhou dois reforços para sair na dianteira nesse páreo com os aportes anunciados na Oratomic e na Universal Quantum na quinta-feira, 8 de outubro.
A Oratomic é quem mais ilustra esse interesse crescente nesse espaço. A startup levantou US$ 475 milhões em uma rodada liderada pela General Catalyst, ARCH Venture Partners, Spark Capital, Khosla Ventures, Index Ventures e Bezos Expeditions, o veículo de Jeff Bezos, fundador da Amazon.
Os recursos chegam apenas três meses depois de a companhia atrair uma rodada Série A de US$ 300 milhões, quando foi avaliada em US$ 1,5 bilhão. Com o investimento anunciado hoje, a empresa criada no fim de 2025 chega a um total de US$ 775 milhões captados e a um valuation de US$ 5,4 bilhões.
Fundada por físicos e pesquisadores de instituições como Harvard, Berkeley e Caltech, a startup de Pasadena, na Califórnia, está centrada exclusivamente no desenvolvimento de computadores quânticos de grande escala, tolerantes a falhas, com correções avançadas de erros e aplicação comercial viável.
A empresa ressaltou em comunicado que os recursos da rodada serão destinados ao crescimento contínuo da sua equipe científica e de engenharia, bem como à infraestrutura de laboratório e aos sistemas necessários para o desenvolvimento da tecnologia.
Essa tese chamou a atenção de nomes como Vinod Khosla, fundador da Khosla Ventures, que comparou o aporte na Oratomic ao investimento inicial na OpenAI – em 2019, a gestora foi a primeira empresa de capital de risco a investir na dona do ChatGPT, dois anos antes do lançamento da ferramenta.
Já Martin Mignot, sócio da Index Ventures, ressaltou em entrevista ao The Wall Street Journal que o fundo nunca tinha investido em computação quântica, pois muitas das startups que tinha avaliado até então pareciam ficção científica e muito distantes de ganharem tração comercial.
Ele observou, no entanto, que o trabalho da Oratomic parecia “muito mais próximo da viabilidade comercial e interessante, especialmente considerando nosso cronograma de investimentos”. A expectativa da Oratomic é de que seu computador esteja pronto até 2030.
Já a britânica Universal Quantum, há mais tempo no mercado – a empresa foi fundada em 2018 -, anunciou uma rodada Série A de US$ 100 milhões. Segundo a companhia, essa é a maior captação já realizada por uma startup do setor com sede no Reino Unido.
O investimento foi coliderado pela DCVC e a Firgun Ventures, com a participação de fundos como EDBI, Artal e IAG Capital, além de nomes como Dave Baszucki, fundador e CEO da Roblox, plataforma de games.
“Essa rodada reúne um grupo extraordinário de investidores dos principais centros de capital do mundo em torno de uma única missão: fornecer computação quântica em escala de utilidade pública”, afirmou, em nota, Sebastian Weidt, cofundador e CEO da Universal Quantum.
Segundo a empresa, o montante será usado para o desenvolvimento contínuo e a comercialização do seu computador quântico, a partir de uma tecnologia modular, e também tolerante a falhas e com correção de erros.
Parte dos recursos será destinada ainda ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento anunciado recentemente em Cingapura, o primeiro da startup fora da Europa, bem como à expansão nos EUA, Japão e em seu polo alemão em Hamburgo.
Atualmente, a Universal Quantum tem escritórios em três continentes e mais de cem funcionários. Até então, a empresa já tinha captado pouco mais de US$ 5 milhões em outras cinco rodadas de investimento.
A Universal Quantum e a Oratomic fazem parte de uma leva de startups que têm atraído cifras cada vez mais recheadas de dígitos com a promessa de aplicações em escala comercial em segmentos como a indústria farmacêutica.
Parte dessas empresas já começa a trilhar, inclusive, o caminho das bolsas de valores. Esses foram os casos da Inflention, Xanadu e Horizon Quantum, que abriram capital nos últimos meses. Até 2025, apenas D-Wave, IonQ, Quantum Computing e Rigetti Computing ostentavam esse status.
Um dos nomes mais recentes a fazer esse percurso foi a Quantinuum. Criada em 2021, a empresa abriu capital em junho de 2026 na Nasdaq, quando levantou US$ 1,68 bilhão e foi avaliada em US$ 15,5 bilhões.
Ao mesmo tempo, a computação quântica tem movimentado cada vez mais as estratégias e investimentos de pesos pesados da tecnologia, como Google, IBM e a Microsoft, empresa que inaugurou um centro dedicado a essa frente no fim de setembro e cujo plano é lançar sistemas comerciais com essa tecnologia até 2029.
Outra big tech de olho nessa corrida é a Amazon. Também em junho, a AWS, seu braço de tecnologia, reforçou uma parceria com a QuEra ao anunciar o primeiro computador quântico “tolerante a falhas capaz de lidar com problemas cientificamente relevantes”.











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