Drones versus mísseis: startups entram na guerra para resolver equação desfavorável aos EUA

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A guerra no Oriente Médio evidenciou a eficácia dos drones baratos do Irã, que causam danos significativos ao Exército americano, que utiliza mísseis caros para combatê-los.

Para enfrentar essa ameaça, há uma crescente demanda por sistemas de defesa mais acessíveis, levando startups a desenvolverem mísseis que custam dezenas de milhares de dólares, em contraste com os preços atuais que chegam a US$ 1 milhão por unidade.

Empresas como a Persus Defense e a Frankenburg Technologies estão criando mísseis de baixo custo e alta velocidade, enquanto a Cambridge Aerospace utiliza tecnologias modernas para desenvolver novos projéteis.

A urgência em reduzir custos é evidente, com o Pentágono gastando bilhões em interceptores. O Departamento da Guerra está aberto a inovações de empresas menores, buscando soluções mais acessíveis e escaláveis para enfrentar a crescente ameaça dos drones.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A guerra no Oriente Médio está mostrando que o desequilíbrio de forças não necessariamente prejudica o lado mais fraco. Enquanto os Estados Unidos e Israel contam com armas tecnologicamente avançadas e precisas, o Irã desenvolveu uma frota de drones baratos que tem conseguido provocar estragos, tanto militares quanto financeiros.

Para destruir uma das milhares de aeronaves não tripuladas desenvolvidas pelos iranianos, que custam apenas dezenas de milhares de dólares, o Exército americano está sendo obrigado a usar mísseis que, individualmente, saem na casa de US$ 1 milhão.

A estratégia, também utilizada na guerra entre Rússia e Ucrânia, demonstrou a necessidade de desenvolver sistemas de defesa mais baratos para lidar com essa ameaça, cada vez mais presente no campo de batalha e que startups estão buscando resolver.

Muitas empresas estão redesenhando projetos, usando peças disponíveis no mercado e migrando para a fabricação automatizada para reduzir custos. A promessa é produzir mísseis que custarão dezenas de milhares de dólares, e não centenas de milhares ou mais, segundo representantes da indústria ouvidos pelo jornal The Wall Street Journal (WSJ).

Uma das empresas que quer capitalizar essa situação é a Persus Defense. A startup, cofundada por Jason Cornelius, ex-funcionário da Nasa, está empenhada em criar um sistema de defesa antiaérea com mísseis que custam US$ 10 mil a unidade. O projétil de quase 40 centímetros pode ser disparado de drones, veículos terrestres e barcos, com alcance de cerca de 1 mil metros.

Outra empresa que também está desenvolvendo sistemas de interceptação contra drones mais em conta é a estoniana Frankenburg Technologies. A empresa afirma que seus mísseis podem voar a mais de 965 quilômetros por hora e têm alcance de até 1,6 quilômetros. Eles também custam algumas dezenas de milhares de dólares e levam apenas algumas horas para serem fabricados.

Além de startups, grandes nomes da indústria bélica estão apresentando novos sistemas de defesa mais baratos para combater drones. A europeia MBDA assinou um acordo com a Alemanha, no ano passado, para produzir um míssil de baixo custo chamado DefendAir, destinado a drones de pequeno e médio porte. A sueca Saab negocia com diversos países para vender um míssil de baixo custo que desenvolveu.

A Cambridge Aerospace está entre as startups que buscam reduzir os custos de produção utilizando tecnologias modernas, como impressão 3D e inteligência artificial. A empresa britânica está desenvolvendo um míssil chamado Starhammer, projetado para alvos de alta velocidade, como mísseis balísticos, além de um interceptor antidrone e de mísseis de cruzeiro chamado Skyhammer.

Apesar de ainda estarem em fase de testes, esses mísseis têm alta demanda por governos do Golfo Pérsico e do Ocidente, segundo as startups. Recentemente, os Estados Unidos e a Alemanha realizaram grandes encomendas desses projéteis para lidar com drones.

A urgência está relacionada aos custos atuais para lidar com drones. Estima-se que o Pentágono tenha gasto cerca de US$ 5,7 bilhões em interceptores para abater mísseis balísticos e drones iranianos somente nos primeiros quatro dias da guerra, iniciada há mais de um mês. Os países do Golfo Pérsico também gastaram centenas de milhões de dólares para lidar com a ameaça.

Essa conta elevada está levando os países a buscarem alternativas mais baratas, inclusive de companhias novatas, que podem se tornar fornecedores relevantes do exército americano.

“Empresas menores e novas estão oferecendo ao Departamento de Defesa novas opções em termos de acessibilidade e escalabilidade”, disse o tenente-general Frank Lozano, executivo de aquisição de portfólio para armamentos do Exército dos Estados Unidos, em uma audiência recente do Comitê de Serviços Armados do Senado sobre munições de baixo custo, segundo o WSJ.

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