É feriado na meca financeira do Brasil. A capital paulista celebra, neste 9 de julho, a Revolução Constitucionalista de 1932. Mas a Bolsa brasileira funciona normalmente, já que, desde 2022, a B3 (B3SA3) não interrompe suas operações em feriados municipais. Mesmo assim, o volume de negociações pode ser reduzido nesta quarta-feira.
Na falta de indicadores macroeconômicos internos relevantes, o Ibovespa tende a operar sob influência do exterior, de onde devem vir mais notícias sobre o “tarifaço” de Donald Trump. Além disso, tem a ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, prevista para o período da tarde.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro operava abaixo dos 139 mil pontos na primeira meia hora de negociações. Às 10h17, horário de Brasília, o Ibovespa caía 0,25%, aos 138.958 pontos.
O dólar comercial, por outro lado, tinha uma leve alta de 0,13%, a R$ 5,452 na compra e R$ 5,453 na venda.
Futuros nos EUA próximos da estabilidade
A poucas horas da abertura dos pregões em Nova York, os índices futuros das Bolsas americanas operam em alta moderada. Os investidores acreditam que a ata da última reunião do Fomc poderá indicar o quanto a autoridade monetária está disposta a iniciar um corte de juros mais cedo. Essa já é aposta de alguns bancos, como o Goldman Sachs.
O Fed vem enfrentando uma dura pressão do governo americano para iniciar seu ciclo de alívio. Ao ponto do presidente Donald Trump atacar diretamente o chairman Jerome Powell com ofensas e ameaçar demití-lo.
E por falar em Donald Trump…
O POTUS foi às redes sociais ontem à noite, antes de dormir, ameaçar a imposição de mais tarifas. Ontem, Trump sinalizou que poderá taxar importações de cobre em 50% e em 200% o setor farmacêutico.
“Amanhã de manhã, divulgaremos no mínimo 7 países relacionados ao comércio, e mais alguns países serão divulgados à tarde”, escreveu o presidente em seu perfil na Truth Social.
Bolsas asiáticas
As Bolsas na Ásia fecharam sem direção única. Os investidores do outro lado do mundo seguem repercutindo as tarifas de importação anunciadas esta semana para países como Japão e Coreia do Sul. Os Estados Unidos deram mais tempo para que os tributos sejam negociados e a nova data limite é 1º de agosto. Trump sinalizou que este será o prazo final.
A China divulgou uma alta de 0,1% no índice de preços ao consumidor em junho, levemente acima do esperado. A inflação ao produtor, por sua vez, registrou uma queda de 3,6%, a maior em dois anos para o período.
O índice Nikkei da Bolsa do Japão fechou em alta de 0,33% e o Kospi, da Coreia do Sul, fecharam em alta de 0,33% e 0,60%, respectivamente. A Bolsa de Shangai, por sua vez, recuou 0,13% e a de Shenzen fechou com uma leve queda de 0,06%.
Ainda na China, na Bolsa de Dalian, o preço do minério de ferro, no principal contrato do mercado futuro avançou 0,68%, a US$ 102,57. Em Singapura, por sua vez, a cotação opera estável com a commodity na casa dos US$ 95.
Europa em alta
As Bolsas europeias operam todas no terreno positivo nas primeiras horas de negociação. O índice pan-europeu Stoxx600 avançava 0,78% às 7h38 (horário de Brasília). Destaque para ações de bancos, que avançam e estão sendo negociadas no maior preço em 17 anos. Algumas ações do setor de defesa também operam em máximas históricas.
E aqui no Brasil?
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de uma audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Nada de feriado em Brasília nesta quarta-feira após os deputados aprovarem urgência de um projeto de lei que corta em 10% os incentivos tributários vigentes hoje no país, na noite de ontem.
A novela do IOF continua rendendo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu pela primeira vez com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, para tratar do tema. Os participantes garantem que o encontro terminou em clima amigável.












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