Ibovespa sobe no último pregão do mês e se aproxima dos 150 mil pontos

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O Ibovespa opera em alta no último pregão da semana e renova pontuação recorde no intraday. O índice fechou em alta nos últimos sete pregões e vem máximas históricas de fechamento desde a última segunda-feira.

Às 10h12 (horário de Brasília), logo após o término dos leilões de início de pregão, o índice avançava 0,35%, aos 149.299 pontos e em menos de meia hora de negociação já havia chegado numa máxima de 149.447 pontos.

O desempenho da Vale (VALE3), ação de maior peso na composição do Ibovespa, deve refletir o último balanço da mineradora, divulgado na noite de ontem. O lucro da companhia cresceu 11% no terceiro trimestre de 2025, para US$ 2,7 bilhões. A Vale registrou crescimento de resultado operacional tanto em minério de ferro quanto em metais.

Por outro lado, foi um dia ruim para o minério de ferro, que fechou em baixa tanto em Dalian, na China, quanto em Singapura, mercados de referência da commodity. O petróleo, novamente em baixa no mercado internacional, tende a ser uma pressão negativa para Petrobras (PETR3;PETR4), a segunda empresa de maior peso na carteira do Ibovespa. São alguns obstáculos para que a bolsa brasileira chegue aos sonhados 150 mil pontos.

O dólar opera próximo da estabilidade e recuava 0,09%, a R$ 5,376. No exterior, a moeda americana subia em relação a uma cesta de moedas de países desenvolvidos, com ganhos moderados, de 0,18%, aponta o índice DXY.

Big techs no radar dos EUA

Nos Estados Unidos, falas de dirigentes do Federal Reserve têm potencial para mexer com os mercados, após a decisão sobre juros tomada na última quarta-feira. Ainda que o Banco Central americano tenha optado por um segundo corte na taxa, que passou para a faixa de 3,75% para 4%, o chairman Jerome Powell colocou em cheque uma nova redução em dezembro com um discurso cauteloso após a decisão.

As big tech estão mais uma vez no radar, após a divulgação dos balanços de Apple e Amazon na noite de ontem — ambos superaram as expectativas do mercado.

Assim como o Ibovespa, as bolsas americanas também caminham para novos recordes, com suporte das ações de tecnologia. O S&P 500 avançava 0,56%, enquanto a Nasdaq tinha ganhos 1,22% e o Down Jones, perto da estabilidade, uma ligeira valorização de 0,09%.

Europa em baixa e Ásia mista

Na Europa, os mercados vivem o day after da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que manteve os juros inalterados em 2% na zona do euro. A maioria dos índices recuavam: o benchmark Stoxx 600 caía 0,49%, enquanto o DAX da Alemanha recuava 0,5% e o CAC, da França, tinha baixa de 0,46%. No Reino Unido, o índice FTSE 100 também operava no vermelho, com menos 0,31%.

Pela diferença de horário, o dia no Brasil começa com as bolsas asiáticas fechadas. Por lá, os índices terminaram a semana mistos, com investidores se mostrando cautelosos a respeito dos arranjos comerciais entre Estados Unidos e China, mesmo com uma aparente trégua.

O índice Nikkei, no Japão, fechou em alta de 2,25%, com o dado de produção industrial no país vindo melhor que o esperado. Na Coreia do Sul, o índice Kospi também avançou e fechou com alta de 0,50%.

As bolsas chinesas, no entanto, recuaram. Shangai fechou em queda de 0,81%, Shenzen com baixa de 1,14% e, em Hong Kong, o índice Hang Seng teve baixo de 1,43%.

*com agências internacionais

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