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A Revolut, banco digital britânico, solicitou licença bancária nos EUA, reforçando sua estratégia de expansão no maior mercado financeiro do mundo e sua competição, passo a passo, com o Nubank.
O CEO da Revolut, Nik Storonsky, destacou a importância dos EUA para o crescimento global da empresa. A nova operação será liderada por Cetin Duransoy, que tem vasta experiência no setor.
A licença permitirá à Revolut oferecer depósitos segurados, empréstimos pessoais e cartões de crédito, aumentando sua competitividade.
Recentemente, o Nubank também obteve aprovação condicional para um novo banco nacional nos EUA. Ambos os bancos disputam a liderança no setor de bancos digitais, com o Nubank possuindo 131 milhões de clientes e a Revolut 70 milhões, com planos de expansão.
Nessa direção, a empresa britânica planeja investir US$ 500 milhões em sua operação nos EUA nos próximos anos.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Banco digital britânico avaliado, a Revolut está dando mais um passo em sua estratégia de expansão. Agora, no maior mercado financeiro do mundo. E como já se tornou usual nos últimos meses, esse percurso se confunde mais uma vez com o trajeto de outro player do setor: o Nubank.
A companhia anunciou na quinta-feira, 5 de março, que protocolou um pedido para obter sua licença bancária no mercado americano junto ao Escritório do Controlador da Moeda e à Corporação Federal Asseguradora de Depósitos do Estados Unidos.
“Os Estados Unidos são um pilar fundamental da nossa estratégia de crescimento global”, afirmou, em nota, Nik Storonsky, cofundador e CEO da Revolut. “O pedido de licença bancária nacional é um marco importante rumo à nossa visão de construir a primeira plataforma bancária verdadeiramente global do mundo.”
A divulgação desse novo passo foi acompanhada do anúncio de Cetin Duransoy como novo CEO da operação da empresa nos EUA. O executivo vai substituir Sid Jajodia, que seguirá como diretor global de operações bancárias da Revolut.
Com mais de duas décadas nos setores de finanças, pagamentos e tecnologia, e passagens em cargos de liderança na Capital One e Visa, Duransoy atuou recentemente como CEO do marketplace de fintechs Raisin. E, nessa operação, expandiu a plataforma para mais de 90 bancos e cooperativas de crédito.
Sob o novo comando e a partir da obtenção da licença bancária em solo americano, será possível à Revolut criar produtos melhores e mais rapidamente, além de se conectar diretamente a sistemas do mercado local que trarão mais velocidade, confiabilidade e custo-benefício para a operação.
No que diz respeito ao portfólio, o banco digital citou que a licença vai lhe permitir oferecer diretamente depósitos segurados a clientes nos Estados Unidos, além de empréstimos pessoais e cartões de crédito, desbloqueando a margem de juros líquida e o acesso às principais receitas bancárias.
O novo movimento chega pouco mais de um mês depois de o Nubank anunciar que obteve a aprovação condicional do Escritório do Controlador da Moeda dos EUA para a constituição de um novo banco nacional no país, o Nubank N.A.
Na oportunidade, o Nubank observou que os próximos passos envolveriam medidas como o cumprimento de condições específicas do Escritório do Controlador da Moeda, além das aprovações pendentes da Corporação Federal Asseguradora de Depósitos do Federal Reserve (Fed).
“Esta aprovação não é apenas uma expansão da nossa operação. É uma oportunidade de provar nossa tese de que um modelo digital em primeiro lugar, centrado no cliente, é o futuro dos serviços financeiros globais”, afirmou David Vélez, fundador e CEO global da Nu Holdings, na oportunidade.
Assim como a Revolut, em seu anúncio, o Nubank ressaltou que, uma vez aprovada, a licença permitirá que o banco digital opere sob uma estrutura federal abrangente, abrindo caminho para o lançamento de contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais nos EUA.
Essa não é, porém, a única coincidência entre as duas empresas. Nubank e Revolut vem disputando cabeça a cabeça a liderança no mapa global dos bancos digitais. E esse embate tem se traduzido na convergência de mercados nos quais a dupla aposta.
Na mesma semana em que o Nubank divulgou esse avanço nos EUA, a Revolut lançou oficialmente suas operações bancárias no México, onde operava em fase beta há cerca de três meses. O banco digital brasileiro, por sua vez, está desde 2019 no país, no qual tem uma base de 14 milhões de clientes.
A Colômbia é outro mercado no qual os dois bancos digitais dividem espaço. O Nubank também desembarcou primeiro por lá, em 2020, onde tem 4,2 milhões de clientes e opera com uma licença de companhia de financiamento. Já a Revolut está em fase final de processo de licenciamento no país.
Considerando todas as suas operações, o Nubank também está bem à frente da Revolut. O banco digital brasileiro fechou 2025 com 131 milhões de clientes, alta de 15% sobre 2024. Enquanto a fintech britânica tem uma base atual de 70 milhões e mira chegar em 100 milhões até 2027, em 70 países.
Um detalhe chama a atenção nessa conta. Hoje, a atuação do Nubank está centrada, na prática, em três países – Brasil, México e Colômbia. Já a Revolut está presente em 40 mercados globais.
Em outro quesito, porém, o valuation dos dois bancos digitais, a Revolut, avaliada em US$ 75 bilhões em uma rodada secundária realizada em novembro, nesse momento supera o Nubank, listado na Bolsa de Nova York, com um valor de mercado de US$ 72,7 bilhões.
Na busca por atalhos para expandir suas operações e encurtar essas distâncias, a Revolut chegou a avaliar a aquisição de um banco de pequeno porte nos Estados Unidos, em uma alternativa para contornar o processo de obtenção da licença. Mas recuou dessa intenção.
“Ter menos intermediários reduz custos, ter nosso próprio balanço patrimonial com depósitos permite um modelo de financiamento de crédito melhor e, portanto, um modelo econômico melhor para expandir nosso relacionamento com os clientes”, disse Sid Jajodia, até então, CEO dessa operação, ao The Wall Street Journal.
Segundo o executivo, a Revolut reservou US$ 500 milhões para o seu crescimento nos EUA, de um orçamento global mais amplo de US$ 13 bilhões para os próximos cinco anos. Além de capitalizar o banco no país, esses recursos serão aplicados em contratações, infraestrutura de P&D e marketing.












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