A seguradora que corre por fora e quer lucrar com a guerra do delivery

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No Brasil, 70% dos carros e 90% das motos circulam sem seguro. A Suhai, criada em 2013, atua como opção acessível, com foco em seguros simples para motos e veículos usados, principalmente acima de seis anos, atendendo quem nunca teve proteção patrimonial.

O crescimento da empresa está ancorado no aumento dos entregadores de app, segmento que saltou 25,4% em dois anos. Para captar esse público, a Suhai amplia parcerias com plataformas como iFood e Keeta, mantendo liderança em seguros de motos.

A empresa espera fechar 2025 com faturamento de R$ 1,9 bi e mira R$ 3 bi em 2027, investindo em tecnologia, digitalização e opções de seguro para veículos mais antigos e clientes que conquistam carros mais novos.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Na acirrada disputa dos aplicativos de delivery, que já conta com gigantes como iFood e 99Food, e que passou a ter nesta segunda-feira, 1º de dezembro, em São Paulo, a chinesa Keeta, quem espera faturar com essa competição é a seguradora brasileira Suhai.

Criada em 2013 como um modelo “de entrada” de seguros, principalmente para motocicletas e carros usados com mais de cinco anos, a Suhai planeja aumentar sua fatia entre os motociclistas, a maioria entre os seus 1,3 milhão de clientes.

“Queremos atrair mais entregadores para nossa base de clientes. Por isso, estamos ampliando parcerias com essas plataformas de delivery, para estar na opção de benefícios que essas empresas oferecem a esses trabalhadores”, diz Fernando Soares, CEO da Suhai, ao NeoFeed.

O foco da seguradora nesta avenida deste crescimento a partir da ampliação do volume de entregadores de comidas em plataformas de delivery faz sentido. Trata-se de um contingente de 1,7 milhão de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento nos últimos dois anos, segundo o órgão federal, foi de 25,4%, o que representa um acréscimo de 335 mil trabalhadores nas plataformas.

De acordo com Soares, o modelo da Suhai se assemelha ao do Nubank. Assim como a fintech tem atuado para diminuir o volume de desbancarizados no País, a empresa de seguros também tem muita entrada entre aqueles que nunca tiveram cobertura patrimonial de seus automóveis ou motos.

A questão é que a ampla maioria dos veículos que rodam nas ruas, avenidas e estradas do Brasil não tem qualquer tipo de seguro. Hoje o Brasil tem uma frota nacional de 128 milhões de veículos, segundo dados de outubro do Ministério dos Transportes. Isso significa um veículo para cada 1,66 morador do País.

São 64 milhões de automóveis e 30 milhões de motocicletas em circulação. Só que, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), somente 30% dos carros que circulam no Brasil têm seguro. No caso de motos, o cenário é pior: apenas 10% estão protegidas.

Com esse foco neste público, a empresa ganhou espaço no seguro de motocicletas, já que muitas outras seguradoras não oferecem o serviço, ou o custo, muitas vezes, fica inviável.

A Suhai deve fechar 2025 com um faturamento de R$ 1,9 bilhão, um crescimento de 20%, quase cinco vezes mais do que deve crescer o setor de seguros de veículos no País, em torno de 4%.

“A empresa está avançando em um mercado pouco atrativo para as outras seguradoras, mas é a que apresenta a maior oportunidade de crescimento. Não está diretamente conectado ao tamanho do mercado tradicional de seguros”, afirma Soares.

A meta, a partir do plano de crescimento, segundo o CEO da companhia, é de chegar a R$ 3 bilhões em 2027. E, para sustentar esse plano, a Suhai implementou um ciclo de investimentos de R$ 100 milhões, principalmente em tecnologia, que começou no ano passado e vai até 2027.

Para isso, a empresa contratou recentemente o executivo Fernando Pantaleão, que já atuou na Visa e vem da área de tecnologia, como vice-presidente comercial da Suhai. O objetivo é de dar mais ferramentas de trabalho para os cerca de 40 mil corretores que oferecem os planos da Suhai no Brasil.

Outro horizonte tem sido a ampliação do mercado de proteção para carros com mais de 10 anos. Há casos de seguros para automóveis fabricados há 30 anos. Quanto mais velho, mais caro passa a ficar o seguro, principalmente por causa do custo da peça. Com a depreciação do automóvel, o conserto pode ficar muito alto.

Para manter aquele segurado que consegue evoluir em seu patrimônio e comprar um carro mais novo, a Suhai também passou recentemente a oferecer opções com indenização de perda total do veículo e até com coberturas de avarias pequenas.

Fique Por Dentro

Somente 30% dos carros e 10% das motos têm seguro no País, segundo CNSeg

Empresa tem 1,3 milhão de clientes segurados, a maioria para motocicletas

Suhai vai crescer 20% em 2025, índice cinco vezes maior do que o mercado

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