Com uma agenda intensa e diversificada, a quarta-feira, 29, reúne eventos que podem redefinir o tom dos mercados. Entre decisões de juros, indicadores de inflação e balanços coporativos, investidores terão uma sequência de divulgações capazes de influenciar desde expectativas de política monetária até o comportamento de ativos de risco.
Brasil: inflação, fluxo e decisão de juros no radar
No mercado doméstico, o dia é dominado por inflação e política monetária. Às 08h00, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga o Índice Geral de Preços no Mercado (IGP-M) de abril, com projeção de alta de 2,50%, após avanço de 0,52% no mês anterior — um salto que pode reacender preocupações inflacionárias no atacado.
Na sequência, às 09h00, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) publica o Índice de Preços ao Produtor (IPP) de março, cujo último dado mostrou queda de 0,25%. O dado é importante para antecipar pressões na cadeia produtiva.
À tarde, às 14h30, sai o fluxo cambial estrangeiro, após saída líquida anterior de US$ 2,45 bilhões, indicador relevante para entender a dinâmica de entrada e saída de capital.
O principal evento do dia ocorre às 18h30, com a decisão do Banco Central (BC) sobre a taxa Selic, atualmente em 14,75%. As expectativas estão divididas entre um corte de 0,25 ponto percentual e algumas casas já apostam em manutenção. [ comunicado será determinante para calibrar as apostas sobre os próximos passos da política monetária.
Estados Unidos: “super quarta” do Fed e dados de atividade
Nos EUA, o foco absoluto está no Federal Reserve (Fed). Às 15h00, o banco central anuncia sua decisão de juros, com a taxa projetada em 3,75%, estável em relação ao nível anterior. No mesmo horário, sai a declaração do FOMC, seguida pela coletiva de Jerome Powell às 15h30 — momento-chave para entender o tom da autoridade monetária.
Antes disso, a manhã traz uma bateria robusta de dados. Às 08h00, são divulgados os números do mercado hipotecário, com taxa de hipoteca de 30 anos anteriormente em 6,35% e pedidos em 7,9%, oferecendo sinais sobre o crédito imobiliário.
Às 09h30, saem os números do setor imobiliário, com construção de novas casas projetada em 1,380 milhão (ante 1,487 milhão) e licenças de construção em 1,390 milhão (ante 1,386 milhão). No mesmo horário, os pedidos de bens duráveis devem avançar 0,4% em março, após queda de 1,3%, enquanto o núcleo projeta alta de 0,4% (contra 0,8% anteriormente).
Ainda às 09h30, a balança comercial de bens deve registrar déficit de US$ 87,5 bilhões, ampliando o saldo negativo frente aos US$ 83,5 bilhões anteriores. Às 11h00, o indicador GDPNow do Fed de Atlanta projeta manutenção de 1,2% para o primeiro trimestre, enquanto, às 11h30, os estoques semanais de petróleo da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês) entram no radar, após alta anterior de 1,925 milhão de barris.
No mesmo horário, são divulgados também os estoques e produção de gasolina, estoques semanal de destilados pela EIA, além das importações de petróleo bruto e a atividade semanal das refinarias.
O Banco do Canadá (BoC) decide juros às 10h45, com taxa projetada em 2,25%, sem mudança, acompanhado de relatório de política monetária. Às 11h30, está prevista coletiva de imprensa do BoC.
Santader na B3 e Google em Wall Street
O Santander Brasil (SANB11) será o primeiro “bancão” da bolsa e divulgar balanço nessa temporada, antes da abertura do mercado.
Nos Estados Unidos, o destaque é a forte concentração de big techs após o fechamento: Alphabet (dona do Google), Microsoft, Meta (dona do Facebook, Instagram e Whatsapp) e Amazom divulgam resultados após a sessão regular em Wall Street.












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