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* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A corrida da inteligência artificial acaba de colocar mais uma companhia de hardware no clube do trilhão. A Micron Technology, uma das maiores produtoras de chips de memória do mundo, entrou para esse seleto grupo após sua ação disparar 19,3% no pregão de terça-feira, 26 de maio, e encerrar cotada a US$ 895,88, elevando seu valor de mercado para US$ 1,01 trilhão.
As ações da Micron acumulam alta de 213% no ano. Mas analistas do UBS acreditam que há espaço para mais. Na mesma terça, 26, o banco publicou um novo relatório sobre a companhia, com uma revisão agressiva do preço-alvo para as ações, de US$ 535 para US$ 1.625. O relatório, que aborda a expectativa de escassez de memória para data centers até 2028, deu ainda mais combustível para a empresa alcançar novos patamares na bolsa.
O movimento ocorre em meio a uma segunda onda da corrida da inteligência artificial em Wall Street. Depois de uma primeira fase dominada pela Nvidia, investidores passaram a buscar empresas que também se beneficiam da expansão dos data centers, mas que haviam ficado para trás no rali inicial.
A Micron não está sozinha nessa segunda onda. Além dela e da Nvidia, a lista de empresas de semicondutores no clube de US$ 1 trilhão inclui TSMC, Broadcom e Samsung Electronics, que também cruzou essa marca neste mês. Somente 13 empresas no mundo possuem mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado, segundo o levantamento em tempo real da CompaniesMarketCap.
A próxima da fila pode ser a SK Hynix, uma das maiores fabricantes de chips de memória do mundo. Avaliada em cerca de US$ 966 bilhões, a companhia sul-coreana acumula alta próxima de 200% no ano na bolsa de Seul.
A tese por trás do rali é que a expansão da inteligência artificial aumentou a demanda não apenas por processadores, mas também por memória e armazenamento capazes de alimentar servidores cada vez mais potentes.
A Micron, que produz chips para armazenar e acessar dados em alta velocidade e soluções de memória voltadas a data centers, tem sentido esses efeitos em seu balanço.
Nos números do segundo trimestre fiscal de 2026, divulgado em março, a receita da Micron quase triplicou em relação ao mesmo período do ano anterior, com recordes em todas as unidades de negócios.
Para o terceiro trimestre fiscal, a empresa projeta receita de US$ 33,5 bilhões — patamar que, sozinho, supera a receita anual registrada pela companhia em todos os anos até 2024.
Segundo a Micron, o salto reflete a combinação de demanda por memória impulsionada pela IA, restrições estruturais de oferta e melhor execução operacional.












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