Ibovespa sobe com apoio de bancos e acompanha alívio externo

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O Ibovespa opera em alta nesta terça-feira, 9, acompanhando o desempenho positivo dos mercados internacionais e o avanço das ações de bancos na abertura dos negócios. Por volta das 10h30 (horário de Brasília), o principal índice da B3 subia 0,64%, aos 169.744 mil pontos.

Os investidores acompanham indicadores de inflação no Brasil, dados de comércio exterior nos Estados Unidos e na China, além de leilões de títulos públicos.

Os bancos lideram os ganhos. Itaú Unibanco (ITUB4) subia 0,86%; Bradesco (BBDC4), 1,10%; Banco do Brasil (BBAS3), 1,20% e Itaúsa (ITSA4), 1,53%. A Vale (VALE3) operava em alta de 0,42%. Na ponta negativa, as ações da Petrobras acompanhavam a queda do petróleo, com PETR4 recuando 0,49% e PETR3, -0,50%.

Entre os destaques de alta, Magazine Luiza (MGLU3) avançava 3,75%, Direcional (DIRR3) ganhava 3,50%, Cogna (COGN3) subia 2,54% e Cyrela (CYRE3) registrava valorização de 2,33%. Já Weg (WEGE3) estava entre as principais quedas do índice, com recuo de 1,18%; ao lado de Prio (PRIO3), que perdia 1,06%.

No cenário doméstico, o Índice Geral de Preços DI (IGP-DI) avançou 0,87% em maio, após alta de 2,41% em abril. O indicador acumula 3,82% no ano e 2,53% em 12 meses. Já o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar) registrou alta de 0,33% no mês, elevando a taxa acumulada em 12 meses de 4,49% para 5,42%.

O dólar comercial recua 0,33% nesta manhã, cotado a R$ 5,16. A moeda acompanha um ambiente mais favorável aos ativos de risco no exterior, em meio à queda dos preços do petróleo e à expectativa de avanços nas negociações envolvendo EUA e Irã.

No radar dos investidores também estão os leilões de títulos do Tesouro Nacional e do Tesouro estadunidense, que podem influenciar a percepção sobre os rumos dos juros.

Petróleo recua com menor pessimismo

Os preços do petróleo operam em queda nesta terça-feira após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que um acordo envolvendo o Irã pode ser alcançado nos próximos dias. O barril do Brent recuava 2,16%, para US$ 92,21, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) caía 2,64%, para US$ 89,89.

O movimento ocorre após a redução das preocupações com uma escalada dos conflitos no Oriente Médio. Apesar da troca de ataques entre Israel e Irã nos últimos dias, o mercado passou a precificar uma menor probabilidade de interrupções prolongadas no fornecimento de petróleo.

Bolsas dos EUA de olho nos indicadores

O índice Dow Jones avançava 0,50%, aos 51.041,20 pontos, enquanto o S&P 500 subia 0,59%, para 7.449,71 pontos. O Nasdaq registrava ganho de 0,79%, aos 26.134,54 pontos, e o Nasdaq 100 avançava 0,90%, para 29.677,84 pontos.

Entre os destaques corporativos, as ações da Micron Technology avançavam cerca de 4%, ampliando a recuperação após o tombo registrado na semana passada.

O mercado acompanha os reflexos da divulgação da balança comercial dos EUA, que registrou déficit de US$ 55,90 bilhões em abril, uma redução de 1,2% em relação ao mês anterior. À tarde, investidores monitoram o leilão de títulos de três anos do Treasury, considerado um importante termômetro para a economia.

Mercados europeus reagem a dados

O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,55%, aos 625,14 pontos. Na Alemanha, o DAX subia 0,66%, para 24.778,12 pontos, enquanto o CAC 40, da França, ganhava 0,96%, aos 8.277,86 pontos. Na Itália, o FTSE MIB liderava os ganhos entre os principais mercados da região, com alta de 1,98%, aos 51.201,52 pontos.

Na contramão, o FTSE 100, de Londres, recuava 0,35%, aos 10.337,19 pontos. O desempenho positivo dos mercados europeus acompanha a melhora do sentimento global diante da redução das tensões geopolíticas e da recuperação observada em Wall Street.

Bolsas asiáticas encerram sessão mista

Os mercados asiáticos fecharam sem uma direção única. No Japão, o Nikkei 225 disparou mais de 2% e encerrou o pregão aos 65.416,63 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi recuperou parte das perdas da sessão anterior e saltou 8,18%, para 8.096,93 pontos.

Na China, o CSI 300 avançou 1,87%, aos 4.801,81 pontos, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, registrou leve alta de 0,15%. Já o índice australiano S&P/ASX 200 caiu 0,24%.

O desempenho da região foi influenciado pela divulgação da balança comercial chinesa, que mostrou superávit de US$ 105,43 bilhões em maio, acima das expectativas do mercado e do resultado observado em abril.

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