Mark Zuckerberg quer concorrer com Google e Amazon em nuvem de IA. E o mercado curtiu

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A Meta anunciou planos para lançar uma plataforma de infraestrutura de nuvem de inteligência artificial (IA), visando vender seu excesso de capacidade computacional e competir diretamente com Google e Amazon. As ações da empresa subiram mais de 11% na Nasdaq após o anúncio.

O serviço permitirá que desenvolvedores acessem modelos de IA, como o Muse Spark, e paguem pela capacidade necessária. Especialistas indicam que a entrada da Meta no mercado pode impactar negativamente empresas menores, como a CoreWeave, cujas ações caíram 13%.

Mark Zuckerberg mencionou que a Meta está recebendo propostas para vender acesso a seus modelos de IA. A empresa planeja investir US$ 135 bilhões na expansão de seus data centers até 2026, buscando justificar seus investimentos em IA.

Apesar da valorização recente, as ações da Meta ainda acumulam desvalorização de 6% em 2026 e 13,7% em 12 meses, com um valor de mercado de US$ 1,6 trilhão.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O plano da Meta de lançar uma plataforma de infraestrutura de cloud de inteligência artificial (IA) para vender o excesso de capacidade computacional e, na prática, se tornar concorrente direta da Google e Amazon, fez com que as ações da companhia liderada por Mark Zukerberg disparassem nesta quarta-feira, 1º de julho.

Os papéis da big tech dona do Instagram e do WhastApp apresentavam valorização acima de 11% na Nasdaq nas primeiras horas do pregão. Em abril, a Meta anunciou o desenvolvimento do Muse Spark, o primeiro modelo de IA implementado pela companhia no último ano, mas que ainda não tem data de lançamento.

O serviço em nuvem que a Meta está planejando permitiria que os desenvolvedores acessassem modelos de IA hospedados em sua infraestrutura, incluindo o Muse Spark, e pagassem pela capacidade computacional necessária para executá-los.

O modelo seria semelhante ao Bedrock, da Amazon Web Services (AWS), que permite aos desenvolvedores acessar modelos de IA de diferentes empresas.

A empresa fundada por Zuckerberg também planejada vender capacidade bruta de computação de IA, segundo informações reveladas por fonte a par do assunto.

Na assembleia de acionistas da Meta, em maio, Zuckerberg afirmou que entrar no mercado de computação em nuvem era “definitivamente uma opção”.

Segundo eles, empresas estavam entrando em contato com a Meta “quase toda semana” para comprar acesso aos seus modelos de IA ou poder computacional ocioso.

A empresa planeja investir aproximadamente US$ 135 bilhões na expansão de seus data centers em 2026, redobrando seus esforços nesse sentido, mesmo com investidores preocupados com a capacidade da Meta de gerar retorno sobre o enorme investimento.

A questão é que, com a confirmação da criação deste novo negócio de infraestrutura em nuvem, há expectativa para que essas preocupações sejam menores.

Até então, a Meta precisava justificar seus investimentos em IA exclusivamente por meio de operações internas, enquanto seus concorrentes podiam apontar para suas divisões de computação em nuvem.

E, ainda que a receita publicitária tenha impulsionado os lucros recentes, ainda existe ceticismo quanto à capacidade da empresa de lançar um modelo de ponta para rivalizar com ChatGPT, Gemini e Claude.

Apesar da disparada nesta quarta-feira, as ações da Meta na Nasdaq acumulam desvalorização de 6% em 2026. Em 12 meses, a queda é de 13,7%. A Meta tem valor de mercado de US$ 1,6 trilhão.

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