Ibovespa acompanha exterior e sobe 1,9%; dólar recua para R$ 5,06

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O Ibovespa fechou em forte alta nesta quinta-feira, 30, renovando o apetite por risco dos investidores e encerrando o pregão na máxima do dia, aos 177.158,86 pontos, com avanço de 1,88%. Na mínima da sessão, o principal índice da B3 chegou a 173.884,55 pontos. O volume financeiro somou R$ 22,7 bilhões.

O movimento foi impulsionado pelo forte desempenho de Wall Street, que se recuperou das perdas da véspera após a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), além da fraqueza global do dólar. No mercado doméstico, investidores também repercutiram dados econômicos, como o Caged e o IGP-M, além de uma série de balanços corporativos divulgados ao longo do dia.

Entre as blue chips, a Vale (VALE3) avançou 1,39%, enquanto a Petrobras encerrou com ganhos de 2,19% (PETR3) e 2,00% (PETR4).

Os bancos tiveram desempenho misto. As units do Santander (SANB11) recuaram 1,48%, enquanto Bradesco (BBDC4) avançou 0,22%. Já Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 2,20% e Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 1,97%.

Entre as maiores oscilações do índice, a Marfrig (MRFG3) liderou os ganhos, com alta de 7,80%, enquanto a Usiminas (USIM5) registrou a maior queda do pregão, de 9,25%, após a divulgação de seu balanço trimestral.

No câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,92%, a R$ 5,061, acompanhando o enfraquecimento global da moeda americana.

Além da repercussão da decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), que manteve os juros e deixou os próximos passos em aberto, o mercado reagiu a rumores de uma nova intervenção do governo japonês para conter a desvalorização do iene, às vésperas da decisão de política monetária do Banco do Japão.

Durante o dia, a moeda americana oscilou entre a máxima de R$ 5,106 e encerrou próxima da mínima da sessão.

Para Juliana Benvenuto, coordenadora de alocação e inteligência da Avenue, a recuperação dos mercados ocorreu após a forte reação negativa à decisão do Fed na quarta-feira.

“O mercado reagiu mal não apenas à manutenção dos juros, mas principalmente porque o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, retirou as sinalizações sobre os próximos passos da política monetária. O JP Morgan resumiu essa percepção no relatório ‘Talk is Cheap’, enquanto o Bank of America avaliou que o mercado ficou ao mesmo tempo dovish e confuso.”

Segundo Benvenuto, o movimento elevou a incerteza sobre a trajetória dos juros americanos. “O irônico é que, por causa dessa dúvida sobre a credibilidade do Fed, bancos como JP Morgan e Bank of America agora passaram a considerar mais provável uma alta de juros em setembro ou dezembro, justamente o oposto do que o mercado esperava antes da decisão”.

A especialista destaca que a recuperação desta quinta foi liderada pelo setor de tecnologia.

“Hoje o clima em Wall Street foi positivo, puxado principalmente pela Microsoft, que teve seu melhor dia em quase duas décadas após mostrar crescimento de 43% na Azure. O mercado está premiando empresas que já conseguem monetizar os investimentos em inteligência artificial e punindo aquelas que continuam apresentando apenas aumento de gastos.”

No cenário doméstico, Benvenuto afirma que a bolsa brasileira acompanhou o ambiente externo. “O Ibovespa acompanhou o apetite global por risco, enquanto o dólar caiu refletindo tanto a fraqueza da moeda americana quanto as dúvidas do mercado sobre a comunicação do Fed”.

Petróleo cai com expectativa de aumento da produção da Opep+

O petróleo fechou em queda nesta quinta-feira, devolvendo parte dos fortes ganhos registrados na sessão anterior. Apesar da continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã, os investidores concentraram atenções na reunião da Opep+, marcada para domingo, quando o cartel poderá anunciar um aumento da produção para setembro.

Durante o dia, a imprensa estatal iraniana informou que o país atacou alvos americanos na base Sheikh Issa, no Bahrein. Também ganhou destaque uma reunião liderada pela Arábia Saudita para discutir a formação de uma coalizão internacional de defesa marítima no Mar Vermelho, com a participação de outros 13 países.

No fechamento, o Brent para setembro caiu 1,88%, a US$ 89,03 por barril, enquanto o WTI para o mesmo mês recuou 1,03%, para US$ 83,59.

Bolsas avançam em NY com recuperação das techs

As bolsas americanas fecharam em forte alta nesta quinta-feira, recuperando parte das perdas da sessão anterior. O movimento foi impulsionado pelo balanço da Microsoft, cujas ações dispararam 15,51% após resultados acima das expectativas e crescimento de 43% na divisão de computação em nuvem Azure.

O desempenho da companhia impulsionou todo o setor de semicondutores, com ganhos expressivos de AMD (+12,98%), Micron (+18,32%) e Sandisk (+25,99%).

Na direção oposta, a Meta caiu 7,95% após divulgar projeções que frustraram investidores, enquanto a Qualcomm recuou 2,6% depois de apresentar resultados abaixo das expectativas.

Ao fim do pregão, o Dow Jones avançou 1,19%, aos 52.208,06 pontos, o S&P 500 ganhou 1,66%, aos 7.437,63 pontos, e o Nasdaq subiu 2,78%, para 25.122,18 pontos.

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