Ibovespa perde força com novas pesquisas eleitorais e repercute balanços

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O Ibovespa opera perto da estabilidade nesta quarta-feira, 21, enquanto investidores repercutem a nova pesquisa Quaest sobre o 2º turno presidencial e acompanham o início da temporada de balanços no Brasil, com resultados da WEG. Por volta das 11h (horário de Brasília), o principal índice da B3 subia estava no zero a zero, aos 208.217,35 pontos, após fechar a terça-feira em alta de 1,57%, aos 208.295 pontos.

O dólar comercial também opera próximo da estabilidade, com ligeira de 0,06%, cotado a R$ 5,022. Na abertura, os juros futuros também tinham leve alta, enquanto os rendimentos dos Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) operavam perto da estabilidade.

Na B3, Vale (VALE3) recua 0,63%, a R$ 65,03. A Petrobras opera praticamente estável, com PETR4 em queda de 0,19%, a R$ 58,10, e PETR3 sem variação, a R$ 64,85.

Na ponta positiva, B3 (B3SA3) sobe 1,56%, Localiza (RENT3) avança 1,32% e RD Saúde (RADL3) ganha 1,39%. Entre as maiores quedas, Azzas 2154 (AZZA3) recua 5,04%, Marcopolo (POMO4) perde 3,64%, C&A (CEAB3) cai 2,52% e Cosan (CSAN3) cede 2,09%..

A temporada de resultados do terceiro trimestre também começa a ganhar espaço no pregão. A WEG (WEGE3) divulgou lucro líquido de R$ 1,67 bilhão, alta de 0,9% na comparação anual, mas abaixo dos R$ 1,71 bilhão esperados em levantamento da LSEG. As ações reagem em queda de 3,36%, a R$ 46,95.

A pesquisa Quaest mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto no 2º turno, contra 44% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos, o que configura empate técnico.

Além disso, a pesquisa Palver divulgada hoje mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48%. Já o levantamento Meio/Ideia mostra Flávio com 51,1% dos votos válidos e Lula com 48,9%, também em empate técnico.

O mercado global também acompanha a situação fiscal da França, os conflitos no Oriente Médio e os próximos balanços corporativos, enquanto a agenda macroeconômica de hoje é mais esvaziada. No Brasil, o Banco Central divulga à tarde os dados semanais de fluxo cambial.1

Petróleo recua, mas Brent segue acima de US$ 108

Os preços do petróleo operam em queda depois da forte valorização observada nos últimos pregões diante das tensões no Oriente Médio. Parâmetro global de preços, o Brent recua 0,59%, a US$ 108,15 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência americana, cai 0,57%, a US$ 97,26.

Os estoques de petróleo bruto dos EUA recuaram 4,9 milhões de barris na última semana. A commodity continua sensível às tensões no Oriente Médio, especialmente aos riscos para o transporte de petróleo no Golfo de Omã e no Estreito de Ormuz.

Wall Street futuro sobe com balanços de big techs

Os futuros das bolsas americanas operam no campo positivo. Os contratos do S&P 500 sobem 0,2%, enquanto os futuros do Nasdaq 100 avançam 0,6% e os do Dow Jones ganham 0,1%.

Os investidores acompanham a temporada de balanços de grandes empresas de tecnologia. Meta e Tesla divulgam resultados depois do fechamento. No pré-mercado, SpaceX dispara cerca de 7% após informar crescimento de 161% da receita no terceiro trimestre, enquanto Tesla sobe mais de 1%.

Netflix, por outro lado, cai mais de 6% depois de apresentar projeção de receita anual abaixo das expectativas dos analistas e reduzir a previsão de receita com publicidade.

Bolsas globais e minério também entram no radar

Na China, o minério de ferro negociado em Dalian fechou praticamente estável, com alta de 0,07%. O índice de Xangai caiu 0,60%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 0,90%.

Já o Nikkei 225 subiu 0,85% no Japão e o S&P/ASX 200 avançou 0,16% na Austrália. Na Índia, o Nifty 50 recuou 0,34%.

Na Europa, as bolsas operam em alta. O Stoxx 600 avança 0,88%, enquanto o DAX, de Frankfurt, sobe 1,27%. O FTSE 100, de Londres, ganha 0,27%, o CAC 40, de Paris, avança 0,98% e o FTSE MIB, de Milão, sobe 1,15%.

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