Na TIM, fibra e B2B puxam crescimento no 2º tri enquanto o móvel perde fôlego

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A TIM (TIMS3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido normalizado de R$ 1,04 bilhão, alta de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, o lucro somou R$ 1,86 bilhão, avanço de 4%.

O resultado consolida um movimento que vem se desenhando na operadora: enquanto o negócio móvel avança em ritmo mais moderado, a fibra e os serviços corporativos assumem cada vez mais o papel de motores de crescimento da companhia.

O Ebitda normalizado — indicador que mede a geração operacional de caixa e exclui efeitos considerados não recorrentes — alcançou R$ 3,59 bilhões entre abril e junho, crescimento de 7% na comparação anual. A margem Ebitda subiu 0,7 ponto percentual, de 50,8% para 51,5%.

Já o Ebitda após arrendamentos, chamado pela companhia de Ebitda-AL, avançou 7,8%, para R$ 2,8 bilhões. A margem do indicador passou de 39,4% para 40,2%, alta de 0,8 ponto percentual.

Receita cresce com pós-pago, fibra e novos serviços

A receita líquida da TIM atingiu R$ 6,97 bilhões no trimestre, aumento de 5,5% em um ano. A receita de serviços cresceu 5,7%, para R$ 6,79 bilhões.

No negócio móvel, a receita de serviços avançou 4,6%, para R$ 6,37 bilhões. O desempenho foi sustentado pelo pós-pago e por novas fontes de receita, como publicidade móvel, serviços corporativos e internet das coisas.

A receita do pós-pago cresceu 5,8%, enquanto a base de clientes aumentou 6,8%, para 33,7 milhões de acessos. O segmento passou a representar cerca de 70% da receita de serviços móveis. O ARPU móvel, que mede a receita média por usuário, chegou a R$ 34,30, alta de 5%.

Em sentido contrário, a receita do pré-pago caiu 6,9%, enquanto a base recuou 8%, para 28,2 milhões de clientes. A TIM atribuiu o desempenho à maior competição e à pressão sobre a recorrência das recargas.

A base móvel total encerrou junho com 61,9 milhões de acessos, queda de 0,5% na comparação anual.

Fibra avança e negócio fixo cresce 27%

A receita de serviços fixos aumentou 27%, para R$ 416 milhões. O resultado refletiu o crescimento da TIM Ultrafibra e a consolidação da V8.Tech, empresa de soluções digitais e inteligência artificial adquirida pela operadora no início do ano para reforçar a estratégia B2B.

Na fibra, a receita avançou 9,5%, para R$ 247 milhões. A base de clientes cresceu 12,5%, para 899 mil acessos. O ARPU da operação FTTH ficou em R$ 92,80, alta de 0,8%.

As receitas classificadas como plataforma de clientes, impulsionadas principalmente pela publicidade móvel, mais que dobraram, com alta de 117,3%, para R$ 63 milhões. Outras receitas móveis cresceram 26,9%, para R$ 338 milhões, puxadas pelo segmento B2B e por projetos de internet das coisas.

Custos crescem abaixo da receita

Os custos e despesas operacionais normalizados somaram R$ 3,38 bilhões, alta de 4%. O avanço ficou abaixo do crescimento de 5,5% da receita líquida, contribuindo para a expansão da margem operacional.

Os gastos com pessoal cresceram 7,3%, enquanto as despesas gerais e administrativas avançaram 10,5%. Os custos de rede e interconexão subiram 3,2%, e as despesas de comercialização tiveram alta de 1,2%.

A provisão para devedores duvidosos aumentou 38,1%, para R$ 264 milhões. Segundo a TIM, o crescimento foi provocado principalmente por um efeito pontual relacionado a um cliente do segmento B2B e atacado, além da expansão da base pós-paga.

Resultado financeiro piora

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 569 milhões, ante R$ 375 milhões no segundo trimestre de 2025, uma piora de 51,8%.

A TIM explicou que a base de comparação havia sido beneficiada por uma reversão de contingência de R$ 119 milhões e por um desempenho mais favorável do Fundo 5G. No trimestre atual, também houve aumento das despesas com juros sobre arrendamentos e impactos da consolidação da I-Systems.

Investimentos e geração de caixa

Os investimentos da companhia somaram R$ 935 milhões, aumento de 6% em um ano.

O fluxo de caixa operacional, calculado pela TIM como o Ebitda-AL menos os investimentos, avançou 8,7%, para R$ 1,87 bilhão.

Já o fluxo de caixa operacional livre cresceu 10,1%, para R$ 1,24 bilhão. A companhia afirmou que a geração de caixa foi parcialmente limitada por maiores pagamentos de impostos e arrendamentos, mas recebeu contribuição positiva do capital de giro e da melhora nas contas a receber.

A TIM terminou junho com R$ 4,53 bilhões em caixa e aplicações financeiras, queda de 17,2% em relação ao ano anterior. A redução foi atribuída à aquisição da participação restante da I-Systems, ao pagamento antecipado de dividendos e à amortização de debêntures.

Sem considerar arrendamentos, a companhia apresentava caixa financeiro líquido de R$ 2,11 bilhões. Incluindo todos os compromissos de leasing, a dívida líquida total era de R$ 12,52 bilhões, equivalente a 0,89 vez o Ebitda normalizado.

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