Nesta quarta-feira, 27, os mercados iniciam atentos aos indicadores de inflação, atividade econômica e discursos de autoridades monetárias ao redor do mundo.
No Brasil, o principal destaque é a divulgação do IPCA-15 de maio, prévia da inflação oficial monitorada de perto pelos investidores.
Nos Estados Unidos, o foco recai sobre dados do mercado de trabalho e uma sequência de falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed), enquanto na Europa as atenções se voltam ao Banco Central Europeu (BCE) e à publicação de sua análise de estabilidade financeira.
O que acompanhar
O destaque do dia no Brasil é a divulgação do IPCA-15 de maio, prévia da inflação oficial, que sai às 8h.
O mercado projeta desaceleração na leitura mensal, de 0,89% para 0,53%, enquanto no acumulado em 12 meses, a estimativa é de crescimento de 4,37% para 4,55%, em meio ao debate sobre os próximos passos da política monetária do Banco Central.
Nos Estados Unidos, os investidores acompanham às 8h os números do mercado imobiliário, incluindo os juros das hipotecas de 30 anos da MBA, atualmente em 6,56%, além dos pedidos semanais de hipoteca, que na última leitura recuaram 2,3%.
Às 9h15 os dados de emprego da ADP, com criação anterior de 42,25 mil vagas no setor privado.
Ao longo do dia, dirigentes do Fed discursam em diferentes eventos: Logan fala às 5h, Cook às 16h55, Jefferson às 21h e Goolsbee às 23h25. Já às 14h, o Tesouro norte-americano realiza o leilão de Notes de cinco anos, cuja taxa anterior ficou em 3,955%.
No fim da tarde, às 17h30, o mercado também acompanha os estoques semanais de petróleo bruto divulgados pelo API, após queda anterior de 9,1 milhões de barris.
Na Europa, o foco fica na análise de estabilidade financeira do Banco Central Europeu, divulgada às 5h, além da coletiva de imprensa da autoridade monetária às 14h e do pronunciamento de Philip Lane, economista-chefe do BCE, às 21h.
A agenda europeia também traz indicadores do setor automotivo. Às 1h, serão divulgados os dados de licenciamento de veículos de abril na França, Alemanha, Itália e Reino Unido.
Na comparação anual, o mercado observou anteriormente alta de 12,9% na França, 16% na Alemanha, 7,6% na Itália e 6,6% no Reino Unido. Já na leitura mensal, os números anteriores mostraram avanço de 43,8% na França, 39,2% na Alemanha, 17,8% na Itália e forte alta de 322,4% no Reino Unido.
Entre os indicadores de atividade, destaque para o índice de confiança do consumidor da França, às 3h45, com projeção de 85 pontos ante 84 na leitura anterior.
Às 5h, saem também os dados de vendas da indústria da Itália referentes a março, com leitura recente de alta de 0,6% na comparação mensal e de 0,5% no acumulado anual.
Balanços no setor de tecnologia concentram atenção
Entre os balanços corporativos, o destaque fica para uma bateria forte de resultados em tecnologia e serviços financeiros. Antes da abertura, PDD Holdings (PDD), dona da Pinduoduo e da Temu, apresenta o balanço do primeiro trimestre de 2026.
Após o fechamento em Nova York, Marvell Technology (MRVL) divulga os números do primeiro trimestre fiscal. No mesmo horário, Salesforce (CRM), gigante de software corporativo em nuvem com valor de mercado próximo de US$ 146,5 bilhões, reporta o primeiro trimestre de 2027.
Entre os bancos, o Bank of Montreal (BMO), com quase US$ 104 bilhões em valor de mercado, divulga o segundo trimestre. A Synopsys (SNPS) fecha o dia com seus números do segundo trimestre.
Washington ainda busca um acordo com o Irã
No cenário internacional, investidores também seguem atentos à escalada das tensões no Oriente Médio.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington ainda busca um acordo com o Irã, apesar dos novos ataques militares registrados na região.
Segundo Rubio, as negociações avançam em torno da reabertura do Estreito de Ormuz e da ampliação do cessar-fogo informal entre os dois países. A instabilidade voltou a pressionar o petróleo nesta terça-feira, diante das incertezas sobre uma solução diplomática definitiva para o conflito.












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