O estereótipo do idoso que ainda guarda dinheiro embaixo do colchão cai por terra quando observado os números: apenas 1% tem esse hábito, menor, inclusive, do que a Geração Z, em que esse valor é de 5%. E na contramão do que o senso comum diz, três em cada 10 Boomers (com 65 ou mais) já são investidores, é o que mostra a 9º edição do Raio X do Investidor de 2026 da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Os mais velhos também já estão nos aplicativos financeiros. Uma pesquisa da Serasa aponta que 79% dos idosos (considerados aqui acima de 59 anos) já acessam aplicativos bancários. Entretanto, esse acesso é para movimentações consideradas mais básicas. Segundo os dados abertos pela instituição à EXAME, seis em cada 10 pagam contas pelos aplicativo, enquanto o mesmo percentual usa a internet para consultar o extrato.

Dados da Serasa sobre a confiança de idosos em meios online ou no presencial (Ilustração gerada pelo ChatGPT/Reprodução)
Para investimentos, porém, o estudo da Anbima crava: falar presencialmente com o gerente é o caminho mais seguro para esse público decidir o melhor produto de investimento. Ao todo, 38% dos Boomers investidores conversam presencialmente com o gerente ou assessor antes de escolher um produto financeiro, ante uma porcentagem de 34% da Geração X, 22% dos Millennials e apenas 15% da Geração Z.
“É uma geração que construiu a vida financeira dentro da agência bancária, com um gerente que tem nome e rosto”, diz Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos de Finanças da FGV.
A aversão à perda também aumenta com a idade: quem já parou de trabalhar não tem como repor o patrimônio se algo der errado, então o custo de um erro é muito maior do que para um jovem de 25 anos. “Há um medo legítimo do ambiente digital. Os idosos são alvo preferencial de golpes financeiros no Brasil, e eles sabem disso. Preferir o presencial, nesse contexto, pode ser uma estratégia de proteção”, continua Yoshinaga.
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É um comportamento que contrasta com a relação das gerações mais jovens com a tecnologia e mostra que, para uma parcela dos idosos, investir ainda é uma decisão que passa pela conversa, pela confiança e pela presença física — e não apenas por alguns toques na tela. É o caso da aposentada Elisabeth Brandão de Almeida Prado. Ela conta à reportagem que o presencial é fundamental na hora de investir.
“Eu tenho muito medo de aplicativo. Dá para fazer? Dá. Mas eu tenho medo. Eu sou tradicional, vou lá, agendo um horário com a minha gerente e faço tudo pessoalmente. Ainda pego o comprovante e guardo”, relembra Prado.
E quando chega o momento da aplicação, o comportamento é igual. Entre os que investem, 66% fazem suas aplicações pessoalmente no banco, enquanto somente 19% usam o aplicativo da instituição. A diferença é expressiva: o atendimento presencial é escolhido por uma parcela três vezes maior do que o app. Outros canais aparecem com participação residual, como o site do banco, usado por 5%, e os aplicativos e sites de corretoras, com 1% e 2%, respectivamente. Pelo telefone essa parcela é de apenas 2%.
Mas outro dado chama a atenção — 20% dos idosos não buscam informações na hora de decidir o melhor produto. “A principal preocupação é restringir o leque de opções consideradas na hora de investir. Isso não significa que as decisões sejam tomadas sem qualquer orientação, mas que tendem a ser baseadas em menos referências em um mercado com cada vez mais alternativas disponíveis”, diz Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima.
Do restante, 17% buscam se informar através de amigos ou parentes, apenas 6% em site de notícias, 4% em aplicativo e sites do banco ou corretoras e também falando com o gerente ou assessor “à distãncia”, enfatiza o estudo. “Eu busco informações com minha família, meus irmãos mais velhos”, conta Prado.

Dados da 9ª edição do Raio X do Investidor de 2026 da Anbima sobre a diferente percepção entre as gerações sobre meios para decidir o melhor produto financeiro (Ilustração gerada pelo ChatGPT/Reprodução)
Para quem busca algum tipo de informação, os principais canais tradicionais predominam entre os idosos. Dois em cada 10 utilizam a televisão para buscar informações sobre investimentos. Em contrapartida, a Geração Z prefere o uso de todas as ferramentas de busca, com preferência para Google, assistente IA, TikTok e X. “Os investidores tendem a buscar informações em fontes com as quais construíram relações de confiança ao longo da vida”, afirma Billi.
A relação com a Inteligência Artifical (IA) também aparece nos números do Raio X do Investidor. Considerando as diferentes gerações identificadas da pesquisa, 17% dos investidores da Geração Z usam ferramentas de IA, enquanto 11% dos Millennials, 4% da Geração X e 2% dos Boomers fazem o mesmo.
Conservadorismo não impede investimento
Apesar do conservadorismo na relação com o dinheiro, os idosos são, sim, investidores. Prado investe, inclusive, em produtos mais arrojados, como Letras de Crétido Imobiliário (LCI). Ela faz por objetivos: o último foi instalar painéis solares em sua casa. “Eu até guardo na poupança, mas quando junta um dinheiro por lá eu coloco no LCI que rende mais”.
Mas, no geral, a busca ainda é justamente por produtos tradicionais, como a poupança. O Raio X do Investidor mostra que 27% dos Boomers investem nesse ativo, versus 13% da Geração Z. Na sequência, aparecem os títulos privados, com 5% dos idosos investindo nessa classe. Curiosamente, criptomoedas aparecem entre 1% desse público.
“A poupança tem liquidez, é isenta de imposto de renda e todo mundo entende como funciona. O problema é o preço que se paga por essa segurança percebida, porque em vários cenários ela perde da inflação ou deixa muito rendimento na mesa em comparação com alternativas igualmente conservadoras, como Tesouro Selic ou CDBs de grandes bancos”, comenta Yoshinaga.
A modalidade registrou aportes de R$ 370,768 bilhões em julho de 2026 e um saque de R$ 377,921 bilhões, resultando em uma saída líquida de R$ 7,153 bilhões, de acordo com dados do Banco Central (BC). Com isso, considerando o rendimento de R$ 6,465 bilhões, o saldo da poupança atingiu R$ 1,020 trilhão.
Para os Boomers investidores, a segurança (47%) é a principal prioridade, enquanto o desempenho financeiro da aplicação é apontado por 17% como uma vantagem. Por outro lado, os ganhos considerados baixos são citados por essa parcela da população como a maior desvantagem de investir.
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“Em uma fase em que a preservação do patrimônio e a independência financeira ganham relevância, a possibilidade de acessar os recursos quando necessário passa a ser tão importante quanto a rentabilidade. Por isso, segurança e disponibilidade costumam pesar mais na decisão de investimento desse público”, destaca Billi.
E o que fazer com o dinheiro? Na visão dos idosos, manter o dinheiro aplicado é o melhor destino. Já para os mais jovens, comprar um imóvel é o desejo deles. “É natural, esperado e recomendado que nesta fase da vida as pessoas passem a privilegiar segurança e liquidez na medida em que vão precisando dos recursos acumulados ao longo da vida para manter a qualidade de vida”, ressalta Billi.
Ele continua: “Para isso, ter aplicações financeiras, liquidez, risco adequado a essas metas é mais importante e adequado do que seguir comprando ativos iliquidos como imóveis.”

Dados da 9ª edição do Raio X do Investidor de 2026 da Anbima sobre o destino ideal para o dinheiro entre diferentes gerações (Ilustração gerada pelo ChatGPT/Reprodução)
A tradição de se investir na poupança também se expande para o tipo de banco. De acordo com o Raio X do Investidor, a relação entre bancos digitais e tradicionais contrasta entre gerações. Entre os mais jovens, da Geração Z, a relação com os bancos é marcada pelo equilíbrio entre o tradicional e o digital: 67% mantêm conta em bancos tradicionais, enquanto 66% estão em instituições digitais.
Entre os millennials, essa relação também é híbrida, embora os bancos tradicionais ainda levem vantagem: 77% têm ao menos uma conta nessas instituições, contra 48% nos bancos digitais. À medida que a idade avança, porém, o digital perde espaço. Na Geração X, 76% estão em bancos tradicionais e 24% em digitais. Entre os Boomers, apenas 7% têm conta em instituições digitais, enquanto 75% mantêm relacionamento com bancos tradicionais.
Estão na Bolsa e também no Tesouro
A preferência pela poupança é fato, mas isso não inibe a busca por outros tipos de produtos. Na Bolsa, por exemplo, a quantidade de pessoas físicas 60+ aumentou 45% em quase cinco anos. Em dezembro de 2022, esse número era de 413.908, enquanto em julho de 2026, o montante saltou para 598.793. Em relação ao estoque, o avanço foi ainda mais expressivo, de 55%: subiu de R$ 203,33 bilhões para R$ 314,89 bilhões.

Dados da B3 sobre pessoas físicas 60+ na Bolsa (Ilustração gerada pelo ChatGPT/Reprodução)
Já o investimento no Tesouro Renda+, criado para facilitar o planejamento financeiro e servir como uma alternativa para a aposentadoria complementar, aumentou consideravelmente. Em junho de 2023, ano que o título público foi criado, o estoque por título era R$ 880,2 milhões. No mesmo mês de 2024, esse número saltou para R$ 2,43 bilhões, enquanto em junho de 2025, o estoque somava R$ 6,54 bilhões e, neste mês em 2026, estava em R$ 14,73 bilhões — simplesmente um aumento de mais de 1.500%.
Tudo isso compõe a chamada economia prateada, que nada mais é do que o nome que se dá ao conjunto de atividades econômicas movidas pela população de 60 anos ou mais: o que essas pessoas consomem, os produtos e serviços desenhados para elas e a riqueza que elas acumularam ao longo da vida.
“O termo é uma referência aos cabelos grisalhos, mas a ideia de fundo é simples: longevidade virou mercado. No mundo, as estimativas mais recentes apontam que o consumo do público 60+ já gira em torno de US$ 19 trilhões por ano, segundo o World Data Lab, com projeção de chegar perto de US$ 34 trilhões em 2036”, traz Yoshinaga.
No Brasil, há mais de 32 milhões de pessoas nessa faixa etária, cerca de 16% da população, movimentando algo entre R$ 1,8 trilhão e R$ 2 trilhões por ano em consumo, segundo trazido pela especialista. “Isso equivale a aproximadamente um quinto de todo o consumo das famílias brasileiras, e a tendência é de que essa fatia cresça bastante nas próximas décadas, porque o país envelhece rápido”, pontua.
Segundo ela, ainda tem um dado que costuma surpreender: em boa parte dos lares, o idoso não é o dependente, é o provedor. Cerca de 63% das pessoas com 60 anos ou mais são a principal fonte de renda do domicílio. “Quando a gente junta tamanho da população, renda relativamente estável e posição central na família, fica claro por que esse público deixou de ser nicho e virou protagonista”, destaca.
Não é que o idoso atual mudou, explica, é que esse idoso de agora envelheceu em uma realidade diferente: viveu o Plano Real e a estabilização da moeda, viu o sistema bancário se digitalizar, acompanhou a queda dos juros em alguns períodos, que empurrou muita gente da poupança para outros produtos, e teve acesso a plataformas de investimento que não existiam 20 anos atrás.
“Então há um efeito de composição: quem faz 60 anos hoje já chega com histórico de investidor, não precisa ser convertido”, diz Yoshinaga.
Entretanto, quando comparado ao número de pessoas físicas totais na Bolsa, a fatia de 60+ é baixa, representando apenas 8% — mas concentram quase metade (40%) do volume financeiro investido por pessoas físicas. “Ou seja, é pouca gente com muito dinheiro, e com um dinheiro que tende a ficar, porque esse investidor gira pouco a carteira e busca renda recorrente, com dividendos, fundos imobiliários e títulos que pagam juros periódicos”, diz Yoshinaga.
Para a especialista, esse cenário revela uma oportunidade pouco explorada pelas instituições financeiras: oferecer soluções para a chamada fase de desacumulação, quando o investidor deixa de apenas formar patrimônio e passa a transformá-lo em renda previsível para uma aposentadoria que pode ultrapassar os 90 anos. Isso inclui produtos de renda e previdência, planejamento sucessório, proteção contra fraudes e atendimento que combine canais digitais e humanos.
“O investidor prateado é fiel, tem patrimônio e tem pressa de resolver a vida financeira. Ignorar esse cliente, num país que envelhece na velocidade do Brasil, é deixar dinheiro na mesa. Quem resolver isso ganha o jogo”, diz Yoshinaga.
Nem para todos…
Se por um lado há idosos investidores, por outro, a situação já é mais complicada. Uma pesquisa da Onze, fintech de previdência privada e saúde financeira, em parceria com a Icatu Seguros, uma das maiores seguradoras independentes do país, com quase 1,9 mil entrevistados pelo Brasil com idade a partir de 57 anos mostrou que o dinheiro é a segunda maior preocupação desse público (29%), ficando apenas atrás da saúde (36%).
O problema piora ao observar o que entra e sai. Quase três em cada 10 responderam que a renda não cobre todos os gastos mensais, enquanto 24% disse que a renda consegue cobrir apenas os gastos. Num país de 83,9 milhões de endividados, segundo os dados da Serasa, os idosos também estão no bolo: de acordo com a pesquisa da Onze e Icatu Seguros, 18% está endividado e/ou com o nome sujo.
A principal causa? O cartão de crédito, seguido por cosignado e empréstimo pessoal. Quando perguntados para que usaram essas três modalidades, eles responderam “cobrir os gastos do mês de alimentação e contas”.
Segundo Talita Raupp, superintendente de produtos de Previdência da Icatu Seguros, a aposentadoria pode representar uma redução da renda justamente em um momento em que algumas despesas, especialmente aquelas relacionadas à saúde e aos cuidados pessoais, tendem a aumentar.
“Além disso, muitos idosos continuam tendo um papel importante na sustentação financeira de suas famílias, seja contribuindo com as despesas da casa ou apoiando familiares. Quando esse cenário se soma à ausência de uma reserva financeira construída ao longo da vida, o orçamento fica mais vulnerável a qualquer imprevisto”, aponta.
No lar da aposentada, esta é a realidade. Com cinco filhos e oito netos, Prado colabora com auxílio financeiro com os netos. “Eu vejo muitos idosos que ajudam os filhos, que às vezes não têm um bom emprego, por exemplo, e isso também colabora para o endividamento deles”, comenta.
Ao todo, 32% do público de mais de 57 anos já deixou de pagar ou atrasou alguma conta mais de cinco vezes por falta de dinheiro.
Um levantamento realizado pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revelou também que entre 30% dos brasileiros que têm algum tipo de investimento, 40% já precisaram resgatar aplicações para pagar dívidas. Entre os brasileiros que nunca investiram, 41% afirmam que não conseguem começar porque não sobra dinheiro no fim do mês. Outros 20% apontam a falta de conhecimento como principal barreira.
Quando observado a conhecida reserva de emergência, os Boomers novamente se destacam. Em 2026, segundo a Anbima, 62% não guardavam dinheiro.
“A longevidade traz inúmeros desafios, mas também reforça a importância de olhar para essa fase da vida com antecedência e pensar em diferentes estratégias para manter a segurança financeira ao longo dos anos. Isso passa por construir uma reserva para lidar com imprevistos, mas também por pensar na renda do futuro, por exemplo, por meio da previdência complementar”, diz Raupp.
A parcela de pessoas que não utilizam nem conhecem produtos de investimento aumenta com a idade e alcança 65% entre os Boomers. “Em uma população que vive mais e precisa planejar horizontes financeiros cada vez mais longos, ficar distante dos investimentos pode significar menos alternativas para preservar patrimônio, complementar renda e ganhar resiliência financeira diante de imprevistos”, comenta Billi.
Para se manter? A pesquisa da Onze aponta que 49% pretendem se aposentar e continuar trabalhando por necessidade, enquanto 27% acredita que irá se manter apenas com o INSS. Prado, no caso, além de aposentada é corretora de imóveis e tem um delivery de empanadas. Por isso a preocupação bate à porta: não ter dinheiro suficiente para emergências (saúde, acidentes, ajuda para amigos/familiares) preocupa 48% do público com mais de 57 anos. Isso, por sua vez, afeta o bem-estar, seja pessoal ou no trabalho.

Pesquisa da Onze com a Icatu Seguros buscou compreender como as finanças afetam o bem-estar do público 57+
Assim, a economia prateada, na visão de Yoshinaga, é extremamente desigual. “O mesmo grupo etário abriga tanto o investidor com carteira robusta quanto o aposentado que não chega ao fim do mês. E a aritmética desse segundo grupo é cruel: a renda cai na aposentadoria e fica praticamente fixa, enquanto as despesas, principalmente com saúde e medicamentos, só aumentam”, diz.
“Sem reserva de emergência, qualquer imprevisto vira dívida, e a porta de entrada mais fácil é justamente o crédito consignado, que desconta direto do benefício”, complementa a especialista da FGV. É um crédito ofertado de forma muito agressiva a esse público, e o resultado é que milhões de aposentados comprometem uma fatia enorme da renda mensal antes mesmo de o dinheiro cair na conta, explica.
O papel da educação financeira
A pesquisa da Onze com a Icatu aponta que 90% dos idosos acreditam que sua vida seria melhor se conseguissem atingir estabilidade financeira com planejamento e melhor organização das dívidas. No entanto, os Boomers se destacam com a maior proporção de pessoas que não começaram e nem pretendem começar a fazer uma reserva para a aposentadoria.
Para a B3, a educação financeira continua sendo fundamental para ampliar a participação de todas as faixas etárias, que precisam receber informações claras, fortalecerem sua familiaridade com os produtos e canais digitais que ajudaram a democratizar o acesso aos investimentos, receberem orientação sobre segurança e prevenção a fraudes e apoio na compreensão dos riscos e das características de cada classe de ativos.
O problema é estrutural. Apenas um em cada 10 Boomers participam de atividades de educação financeira. O que falta para mudar?
“Menos sermão e mais desenho. Educação financeira pensada para essa faixa etária, com linguagem adequada e sem pressa. Interfaces digitais acessíveis, com letra maior, menos etapas, mais confirmações. Modelos híbridos, em que a pessoa começa com apoio humano e migra gradualmente para o digital. E um combate muito mais sério às fraudes, porque enquanto o ambiente digital for percebido como perigoso, e hoje ele frequentemente é, o gerente de agência continuará sendo a escolha racional”, conclui Yoshinaga.












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