Itaú une Rede, crédito e superapp no Itaú Pay para disputar a “última milha” do e-commerce

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O Itaú Unibanco lançou o Itaú Pay, um meio de pagamento para o checkout do e-commerce, visando aumentar as vendas e fortalecer a relação com plataformas e consumidores.

O produto integra crédito, infraestrutura de pagamentos e adquirência, buscando reduzir os obstáculos entre cliques e conversões.

Com 25% de participação nos mercados de emissão e adquirência, o banco acredita que o Itaú Pay o ajudará a se distanciar ainda mais da concorrência.

O checkout é realizado no superapp do Itaú, eliminando a necessidade de inserir dados de cartão, além de prever maior  segurança e fluidez nas transações.

O banco estima que a aprovação de transações pode aumentar em até dez pontos percentuais, e a experiência de checkout pode ser reduzida para 30 segundos.

Além disso, os consumidores terão três opções de pagamento, o que, nas estimativas do banco, pode aumentar o tíquete médio em até 50%.

O Itaú Pay foi desenvolvido em seis meses e já conta com a Decolar como a primeira empresa a utilizá-lo.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O Itaú Unibanco decidiu recorrer a diferentes prateleiras do seu ecossistema para ampliar as compras realizadas no comércio eletrônico, de olho em estreitar os laços tanto com as plataformas do setor como com os consumidores.

A novidade nesse carrinho é o Itaú Pay, meio de pagamento para o checkout do e-commerce que está sendo lançado na sexta-feira, 30 de outubro. A oferta une áreas como crédito, infraestrutura de pagamentos e adquirência, via Rede, para reduzir os gargalos que separam os cliques das conversões.

“Hoje, já somos líderes e temos 25% de participação nos mercados de emissão e de adquirência”, diz Felipe Piccoli, diretor de cartões, conta e pagamento do Itaú Unibanco, ao NeoFeed. “E entendemos que, com esse produto, vamos conseguir nos distanciar ainda mais nessa posição”.

Piccoli ressalta que esse percurso traz novos argumentos para o Itaú ganhar mais principalidade com os clientes, tanto pessoa jurídica quanto pessoa física. E observa que a combinação de forças é justamente a aposta para se diferenciar das alternativas de pagamento da concorrência no segmento.

“Nós temos esse asset importante de segurança, da marca e da experiência do Itaú”, afirma Piccoli. “Os outros players entregam parte do jogo, cada um dentro do seu nicho. Nós entregamos o pacote completo.”

Na largada dessa jornada, baseada em um arranjo próprio, ao escolher o Itaú Pay como opção, o consumidor é redirecionado para o superapp do banco, o que elimina a necessidade de realizar processos como informar os dados de cartão ou copiar códigos.

O Itaú também entende que o fato de a conclusão da compra ser feita em seu ambiente ajuda a superar outras barreiras comuns no último clique do e-commerce, além de dar mais fluidez e segurança às transações.

“É uma transação de ponta a ponta dentro do Itaú, com autenticação no nosso ambiente e um comprador que nós conhecemos”, diz Angelo Russomanno, diretor de recebimentos e adquirência do Itaú Unibanco.

Para o executivo, esse ponto dialoga com uma das principais questões que barram essas compras virtuais. “Hoje, quase 30% das transações não são aprovadas por risco ou possibilidade de fraude de chargeback”, afirma. “Parte é fraude e parte é falso positivo.”

O banco estima que é possível ampliar a aprovação no checkout em até dez pontos percentuais. “Em resumo, mais segurança, mais aprovação e uma experiência melhor geram mais vendas. E isso traz uma questão de eficiência em custo da operação para esses e-commerces”, diz Russomanno.

Outros números reforçam esse pacote para os lojistas. O Itaú tem uma base de 70 milhões de clientes e, embora o banco não revele quantos usam seu superapp, hoje, 97% das transações no seu ecossistema já são digitais.

Do lado desses consumidores, há também dados para projetar as promessas embutidas no Itaú Pay. Segundo o banco, a plataforma permite que a etapa do checkout dure cerca de 30 segundos, contra dois minutos e meio na melhor experiência do processo tradicional.

Em outra frente, que contempla tanto os clientes quanto os lojistas, o Itaú estima que, além de aumentar as vendas, o tíquete médio pode ser até 50% maior. Isso porque esse consumidor terá três opções de pagamento: saldo em conta, cartão de crédito ou pontos do cartão.

“Quando esse cliente escolher o cartão de crédito, dependendo da sua elegibilidade, nós vamos poder dar mais prazo para o pagamento do que o lojista oferece e mais limite para aquela transação”, explica Piccoli.

O Itaú Pay começou a ser desenvolvido há cerca de seis meses e, depois de testes internos, a primeira companhia a embarcar a ferramenta em seu e-commerce é a Decolar. Além da travel tech, há outras empresas nessa fila de espera.

Essa lista já conta com companhias como RD, Localiza, Zig e Ebanx. E um dos atalhos do Itaú para ampliar essa relação é o fato de que a Rede, seu braço de adquirência, já tem boa parte dos principais e-commerces do País como cliente.

Enquanto avança com essa oferta, o banco enxerga outros ganhos diretamente ligados ao lançamento da plataforma. Ao trazer o checkout para “dentro de casa”, por exemplo, o Itaú passa a ter acesso a mais dados de comportamento e consumo desse cliente.

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