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A startup chinesa de inteligência artificial DeepSeek levantou 100 bilhões de yuans (cerca de US$ 14,8 bilhões) em sua segunda rodada de captação, superando a expectativa inicial de 500 bilhões de yuans.
Fundada por Liang Wenfeng, a empresa planeja antecipar sua abertura de capital na Bolsa de Xangai para 2027.
A rodada atraiu mais de 15 investidores, incluindo a fabricante de baterias CATL e a Tencent, além de novos apoiadores como Stony Creek Capital e Legend Capital.
A DeepSeek, avaliada em cerca de 500 bilhões de yuans antes da captação, contratou o banco Citic Securities para assessorar sua IPO e recrutou um novo diretor financeiro.
A empresa ganhou destaque internacional com um modelo de IA de alto desempenho, aumentando a pressão sobre gigantes como OpenAI e Anthropic.
O setor, por sua vez, enfrenta escrutínio sobre a rentabilidade e a capacidade de transformar investimentos em retornos sustentáveis, especialmente após prejuízos significativos reportados por concorrentes.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A startup chinesa de inteligência artificial DeepSeek levantou 100 bilhões de yuans (cerca de US$ 14,8 bilhões) em sua segunda rodada privada de captação. A operação alcançou o dobro da expectativa inicial, que mirava 50 bilhões de yuans, e reforçou os planos de expansão da empresa.
A companhia fundada por Liang Wenfeng deve antecipar seu IPO e pretende estrear na Bolsa de Xangai no início de 2027, segundo informações do The Wall Street Journal (WSJ), com base em fontes a par das negociações.
A rodada, iniciada em julho e concluída em outubro, atraiu novos participantes ao longo das negociações. Entre os investidores estão a fabricante de baterias Contemporary Amperex Technology (CATL) e a Tencent, gigante chinesa de tecnologia que já havia aportado recursos anteriormente.
Segundo a Reuters, a oferta da DeepSeek contou com mais de 15 investidores, entre eles, alguns que já estavam na empresa, como as gestoras Monolith Management e Shixiang.
Entre os novos apoiadores estão a Stony Creek Capital, especializada em investimentos em empresas de semicondutores, e a Legend Capital, ligada à fabricante de computadores e servidores Lenovo. A montadora chinesa Geely também investiu na rodada, segundo o WSJ.
Antes da conclusão da operação, a DeepSeek era avaliada em cerca de 500 bilhões de yuans (ou US$ 74 bilhões).
A empresa contratou o banco estatal de investimentos Citic Securities para assessorá-la na preparação da oferta pública inicial de ações (IPO), de acordo com o jornal americano. Em setembro, também recrutou Yan Wentao, ex-investidor de capital de risco, para assumir o cargo de diretor financeiro.
A movimentação ocorre após a DeepSeek ganhar projeção internacional com um modelo de IA de alto desempenho e custo relativamente baixo, apresentado no ano passado.
O lançamento surpreendeu empresas e investidores do Vale do Silício e ampliou a pressão competitiva sobre as gigantes americanas que lideram o desenvolvimento da tecnologia no Ocidente, como a OpenAI, responsável pelo ChatGPT, e a Anthropic, criadora do Claude.
A depender da data de uma eventual listagem no início do próximo ano, a DeepSeek poderá chegar à bolsa antes da OpenAI, que adiou sua abertura de capital para 2027.
Já a Anthropic deve ter sua abertura de capital ainda em novembro deste ano. Atenta à movimentação, a OpenAI planeja antecipar sua próxima rodada de investimento antes do IPO da rival, segundo a Reuters. A nova rodada, de cerca de US$ 30 bilhões, poderia elevar o valuation da dona do ChatGPT para a casa do US$ 1,4 trilhão.
Vale lembrar que as operações ocorrem em um momento de maior escrutínio dos investidores sobre a rentabilidade das companhias de inteligência artificial e sobre a capacidade dessas empresas de transformar os altos investimentos em retornos sustentáveis.
A Anthropic, inclusive, apresentou um revés nos números às vésperas de seu IPO. A companhia registrou prejuízo de US$ 80,7 bilhões (R$ 404,6 bilhões) no primeiro semestre de 2026, segundo balanço divulgado na quarta-feira, 21 de outubro. O prejuízo é seis vezes maior que o de US$ 13 bilhões registrado no ano passado.
Porém, a piora no resultado vem de um efeito contábil ligado a títulos que podem ser convertidos em ações. Segundo documentos analisados pelo WSJ e pela Reuters, US$ 72 bilhões do prejuízo correspondem a esses ajustes contábeis.
Ainda assim, o alto volume de recursos exigido para desenvolver e operar modelos de inteligência artificial continua levantando dúvidas entre investidores sobre a sustentabilidade financeira do setor.












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