Os ativos sob gestão (AUM, na sigla em inglês) do Mercado Pago, que reúnem os recursos depositados pelos usuários em contas remuneradas, produtos de poupança, investimentos e saldos em conta, se aproximaram de US$ 20 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o equivalente a cerca de R$ 100 bilhões na cotação atual do dólar. O crescimento foi de 77% na comparação anual, ante US$ 11,2 bilhões no mesmo período de 2025.
O resultado coincide com o período de patrocínio do Mercado Pago ao BBB. No jogo, o prêmio da campeã Ana Paula Renault rendeu mais de 100% do CDI ao longo da edição. Ao final, o valor da premiação ficou em R$ 5,44 milhões.
Richard Cathcart, diretor de relações com investidores da companhia, admite que a exposição ajudou. Mas pondera que o fator mais relevante é o nível de satisfação de clientes com a fintech do Mercado Livre.
Cathcart destacou ainda um diferencial da conta em relação aos concorrentes. Enquanto a maioria dos bancos digitais remunera o dinheiro depositado em produtos específicos, o Mercado Pago remunera também o saldo parado em conta corrente.
“No nosso caso, a gente remunera esse depósito todo dia a partir do primeiro dia, com liquidez imediata. Isso é algo que poucos outros fazem”, afirmou. Usuários do programa de fidelidade da empresa recebem 105% do CDI sobre o saldo em conta. “Mesmo com juros caindo, a rentabilidade dessa conta é muito boa”, disse o executivo.
A retenção dos usuários também atingiu níveis históricos. “O número de pessoas que entram e que ficam nunca foi maior na história do Mercado Pago”, afirmou Cathcart, sinalizando que o crescimento dos ativos sob gestão não se limita à entrada de novos usuários, mas também a novos investimentos feitos por quem já utiliza a plataforma.
Os usuários ativos mensais do Mercado Pago cresceram 29% na comparação anual, chegando a 83 milhões. A carteira de crédito subiu 87%, de US$ 7,8 bilhões para US$ 14,6 bilhões, e a de cartão de crédito quase triplicou, de US$ 3,2 bilhões para US$ 6,6 bilhões.












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