Ibovespa opera entre pressão da Petrobras e alta dos bancos; dólar oscila nos R$ 5,20

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O Ibovespa abriu em forte alta nesta quinta-feira, 25, acompanhando o bom humor dos mercados globais e a melhora no apetite ao risco após dados de inflação mais fracos no Brasil e nos Estados Unidos. Às 10h40, o principal índice da B3 subia 0,51%, a 171,3 mil pontos, mas chegou a alcançar 1,17% mais cedo. No câmbio, o dólar comercial recua 0,23%, cotado a R$ 5,19.

Entre as empresas de maior peso, a Vale (VALE3) sobe 0,55%, ao passo que a Petrobras recua 0,18% (PETR4) e 0,44% (PETR3), acompanhando a leve correção do petróleo no mercado internacional. Nas baixas, a Hapvida (HAPV3) perde 1,08%, acompanhada por Magazine Luiza (MGLU3), -0,92%.

No setor bancário, destaque para Itaú Unibanco (ITUB4), com alta de 1,88%, Bradesco (BBDC4), 1,13%, BTG Pactual (BPAC11), do mesmo grupo controlador da EXAME, 1,36% e Itaúsa (ITSA4), 1,92%. Entre os destaques positivos, chamam atenção Copasa (CSMG3), 2,30%, e Rumo (RAIL3), 2,16%.

O cenário doméstico ajuda o desempenho dos ativos após a divulgação da prévia oficial da inflação (IPCA-15) de junho, que subiu 0,41%, desacelerando frente aos 0,62% de maio. O resultado veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,44%.

Já o Banco Central revisou suas projeções para as contas externas brasileiras em 2026, reduzindo o déficit estimado de US$ 58 bilhões para US$ 56 bilhões, equivalente a 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Às 11h, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de coletiva de imprensa sobre política monetária em Brasília.

No exterior, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos avançou 0,4% em maio, abaixo da projeção de 0,5%, reforçando a percepção de moderação inflacionária nas principais economias. No México, o Banco Central anunciará decisão de juros às 16h, com a taxa atualmente em 6,50%.

Petróleo cai com cessar-fogo

O petróleo opera em queda após retornar aos níveis pré-conflito no Irã. O Brent recua 0,39%, para cerca de US$ 73,45, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) cai 0,33% para US$ 70,11.

A pressão vem da normalização gradual do fluxo no Estreito de Ormuz e expectativas de maior oferta global, embora bancos ainda mantenham projeções mais altas para o Brent no médio prazo.

Bolsas globais em alta na Europa

Os mercados internacionais operam em clima positivo. Na Europa, as bolsas avançam de forma generalizada, com o Stoxx 600 em alta de 0,92%, enquanto o DAX da Alemanha sobe 1,01%, o FTSE 100 do Reino Unido ganha 0,87%, o CAC 40 da França avança 0,60% e o FTSE MIB da Itália tem valorização de 0,31%.

O movimento é sustentado, principalmente, pelo desempenho de ações de tecnologia e semicondutores, com destaque para nomes como Infineon e ASMI, além da forte alta da EasyJet após rejeitar uma proposta de aquisição.

Japão e Coreia em destaque

Na Ásia, o fechamento foi misto, mas com viés positivo entre os principais mercados. O Japão liderou os ganhos, com o Nikkei 225 avançando 4,61%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul subiu 5,42%, impulsionado pelo forte desempenho de ações de tecnologia.

Em contrapartida, Hong Kong encerrou em queda de 1,6% e a Austrália recuou 0,68%, refletindo maior cautela em parte da região.

Wall Street abre em alta com chips

Nos EUA, as bolsas também abriram o pregão em alta, com o S&P 500 avançando 0,8% e o Nasdaq Composite subindo 1%, enquanto o Dow Jones ganhou 316 pontos, equivalente a 0,6%.

O movimento foi impulsionado pelo forte balanço da Micron Technology, que disparou 18% após divulgar resultados acima das expectativas, além do avanço da Qualcomm, que subiu 9% após elevar projeções de receita futura em serviços não ligados a smartphones.

O setor de semicondutores teve desempenho positivo generalizado, com nomes como Sandisk, Western Digital, Lam Research, KLA e Applied Materials também em alta.

Os rendimentos dos Treasuries recuam levemente, com o yield da Treasury de dez anos caindo mais de 2 pontos-base, para 4,37%.

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