O Ibovespa iniciou a sessão desta segunda-feira, 7, em leve queda, após duas altas consecutivas que levaram o índice a renovar máximas históricas. Por volta das 12h30, o principal indicador da B3 recuava 0,80%, aos 140.132 pontos. No câmbio, o dólar operava em alta de 0,87%, cotado a R$ 5,468.
Na sexta-feira, 4, o Ibovespa fechou em alta de 0,24%, aos 141.263 pontos, com volume negociado abaixo da média, de apenas R$ 9 bilhões, refletindo a ausência de investidores estrangeiros devido ao feriado nos Estados Unidos.
No cenário local, os mercados seguem atentos ao impasse entre o Executivo e o Congresso sobre a cobrança do IOF, tema que será discutido em audiência de conciliação marcada pelo STF para o dia 15.
Ibovespa hoje
- IBOV: -0,80%, a 140.132 pontos
- Dólar: +0,87%, a R$ 5,468
Boletim Focus
O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 7, mostrou nova queda na projeção de inflação para 2025, com o IPCA recuando de 5,20% para 5,18%. É a sexta semana consecutiva de revisão para baixo, embora a taxa ainda permaneça acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. As expectativas para os anos seguintes ficaram estáveis: 4,50% em 2026, 4% em 2027 e 3,80% em 2028. A taxa Selic prevista para 2025 segue em 15%, com projeção de queda para 12,50% em 2026.
Na atividade econômica, o mercado elevou a estimativa de crescimento do PIB para 2025, de 2,21% para 2,23%, enquanto reduziu ligeiramente a projeção para 2026, de 1,87% para 1,86%. As estimativas para 2027 e 2028 permaneceram em 2%. Já no câmbio, o dólar deve encerrar 2025 em R$ 5,70, com leve recuo na projeção para 2026, de R$ 5,79 para R$ 5,75. Para os anos seguintes, a expectativa é de estabilidade: R$ 5,75 em 2027 e R$ 5,80 em 2028.
Também divulgado nesta manhã, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou deflação de 1,80% em junho, após recuo de 0,85% em maio, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 7, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A queda foi mais acentuada do que apontavam as projeções de mercado, que esperavam uma deflação de 1,60%. Com isso, o IGP-DI acumula queda de 1,76% no ano, enquanto, em 12 meses, apresenta alta de 3,83%.
No radar hoje
Os mercados começam a semana atentos ao fim do prazo, nesta quarta-feira, 9, para a conclusão de acordos comerciais com os Estados Unidos no âmbito das chamadas “tarifas recíprocas”, anunciadas em abril pelo presidente Donald Trump.
Nesta segunda-feira, a Casa Branca deve enviar cartas a até 15 países que ainda não firmaram acordos com Washington. Os documentos devem apresentar propostas de tarifas no modelo “pegar ou largar”, com o objetivo de acelerar as decisões antes do fim do prazo.
No fim de semana, o presidente Trump anunciou ainda que irá impor uma tarifa adicional de 10% a países que, segundo ele, se alinharem às “políticas antiamericanas” do Brics — bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China, Emirados Árabes, África do Sul, Indonésia, Etiópia, Irã, Egito e Arábia Saudita.
A declaração foi publicada após o grupo, reunido no Rio de Janeiro, expressar preocupação com a “proliferação de ações restritivas ao comércio”, em referência a tarifas e outras barreiras unilaterais.
No Brasil, a segunda-feira também marca movimentos importantes. No período da tarde, às 15h, a Secretaria de Comércio Exterior divulga a balança comercial semanal. Também estão previstas reuniões de autoridades brasileiras com representantes dos Brics no Rio de Janeiro.
Mercados internacionais
Em meio ao cenário global conturbado, investidores acompanham ainda o desempenho das ações da Tesla. Os papéis da companhia caíam mais de 7% no pré-mercado nesta manhã após Elon Musk anunciar, no fim de semana, a criação de um novo partido político nos Estados Unidos.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em queda. No Japão, o Nikkei 225 recuou 0,56% e o Topix caiu 0,57%. Na China, o CSI 300 caiu 0,43% e o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 0,61%. O S&P/ASX 200, da Austrália, perdeu 0,16%, em dia de reunião do banco central, que pode reduzir os juros para 3,60%. Já na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,17% e o Kosdaq teve ganhos de 0,34%.
Por volta das 12h30, as bolsas europeias mantinham viés positivo, com o índice Stoxx 600 em alta de 0,39%, o DAX avançando 1,05% e o CAC 40 subindo 0,30%. O FTSE 100, no entanto, recuava 0,12%.
Nos Estados Unidos, os índices aprofundavam as perdas. O Dow Jones caía 0,68%, enquanto o S&P 500 recuava 0,58% e o Nasdaq perdia 0,64%.












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