Selic 2026: UBS revela quais bancos ganharão mais com queda de juros

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No próximo ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve, por fim, iniciar o ciclo de corte de juros no Brasil. Para o UBS BB, a Selic deve terminar 2026 em 12%. Isso implica em uma redução de três pontos percentuais em relação à taxa em vigor, de 15%. Ao final de 2027, estima o UBS, os juros chegariam em 10%.

Corte de juros é alívio para setor bancário?

A análise do UBS BB indica que a queda da taxa básica de juros tende a ser ligeiramente positiva para os bancos tradicionais. O cenário de juros mais baixos atua como um potente catalisador para o crescimento da carteira de crédito e, de forma crucial, para a melhora na qualidade dos ativos. Historicamente, a inadimplência (especialmente a de 90 dias) segue o ciclo de baixa da Selic, reduzindo o custo de crédito das instituições.

No que diz respeito às margens, a flexibilização monetária gera um “ponto ideal” para os grandes bancos no curto prazo. Isso acontece porque o custo de captação, majoritariamente flutuante, cai mais rapidamente do que a receita de empréstimos, já que boa parte das linhas de crédito (como consignado, imobiliário e automotivo) possui taxas fixas.

Adicionalmente, as taxas mais baixas beneficiam a Margem com o Mercado (resultados de trading e gestão de ativos e passivos – ALM). Nesse aspecto, o estudo aponta Santander Brasil e Bradesco como os principais beneficiários, com potencial para replicar os resultados de margem de mercado vistos em períodos de Selic baixa, como 2020-2021.

Fintechs e Plataformas de Investimento: Potencial Turbinado

As plataformas de investimento e fintechs são igualmente impactadas, e podem se beneficiar de forma ainda mais acentuada com a Selic em patamares próximos a 10%.

  • Plataformas de Investimento: O ambiente de juros baixos é muito positivo para o fluxo de Net New Money (entrada líquida de recursos) e estimula o investidor a migrar para ativos de maior risco, como ações, dizem os analistas do UBS. Essa mudança no mix eleva a taxa de take rate média (percentual da transação que fica com a instituição) dos negócios de wealth management de empresas como XP e BTG Pactual.
  • Fintechs: A redução da Selic tende a levar a uma diminuição no custo de capital próprio das ações. Empresas com maior duração de fluxo de caixa, caso das fintechs como Nu (Nubank) e Inter, são as mais sensíveis a essa mudança, o que pode resultar em um impacto percentual maior em seus valores justos se comparado aos bancos tradicionais.

As Escolhas do UBS BB

Com base nessa dinâmica de mercado, o UBS BB elegeu Santander Brasil, Bradesco e XP Inc como seus Top Picks para o ciclo de queda de juros, destacando o Santander e o Bradesco pela esperada melhora na margem com o mercado e a XP por ser altamente beneficiada pela migração de investimentos no varejo.

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