O Ibovespa opera sem direção definida nos primeiros negócios desta quarta-feira, 10, como é de se esperar em dias de decisão sobre juros. No caso, decisões, no plural. O Federal Reserve (Fed, banco central americano) dará seu veredito às 15h (horário de Brasília) e a expectativa é de um terceiro corte nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, o Copom anunciará sua decisão após às 18h, com chances mínimas de uma redução.
O Ibovespa subia, às 10h30, 0,14%, aos 158.205 pontos. Já o dólar valorizava 0,48%, cotado a R$ 5,461.
O clima em Brasília esquenta, trazendo possíveis cenários para a corrida eleitoral de 2026, tema que já está mexendo com o mercado local. O Ibovespa ainda não se recuperou do tombo da última sexta-feira, depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou sua candidatura à presidência no ano que vem.
Na agenda econômica, o destaque foi o IPCA, que voltou a subir em novembro. Ainda assim, a variação positiva de 0,18% mês a mês ficou abaixo do que o mercado esperava.
Como as bolsas americanas operam antes do Fed
O pré-mercado em Nova York opera com poucas mudanças em relação ao fechamento de ontem. Nos últimos dias, as ações em Wall Street operaram entre “picos e vales”, quando uma visão mais cautelosa do investidor deu uma pausa no rali, que vinha sendo puxado, sobretudo, pelas big techs.
Hoje, as bolsas americanas devem reagir não apenas à decisão sobre os juros, mas principalmente às falas de Jerome Powell, presidente do Fed, após a conclusão da reunião.
Outros mercados no exterior também operam sem direção definida. Sem muitos indicadores regionais relevantes nesta quarta-feira, a atenção do investidor europeu também se volta ao Fed. As bolsas na Europa já estarão fechadas quando o BC americano anunciar sua decisão e hoje operam mistas.
O índice pan-europeu Stoxx 600 operava próximo da estabilidade, com ligeira queda de 0,08%. Na Alemanha, o DAX caía 0,36% e o CAC de Paris recuava 0,24%.
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Como fecharam as bolsas asiáticas nesta quarta-feira, 10
Na Ásia, a maioria das bolsas fechou a sessão em queda. Também em compasso de espera pela decisão do Fed, os investidores digeriram o dado de inflação da China. O índice de preço ao consumidor subiu 0,7% em novembro, na maior aceleração em quase dois anos.
Já o preço da inflação ao produtor recuou 2,2% em novembro, na comparação anual, uma queda maior que a projetada pelo mercado.
O índice chinês Hang Seng fechou em alta de 0,42%, mas a bolsa de Shanghai caiu 0,23%. No Japão, o Nikkei recuou 0,10% e o Kospi, na Coreia, fechou em baixa de 0,21%.












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