Endeavor reabre o funil e quer encontrar a nova geração de startups de IA brasileiras

endeavor-reabre-o-funil-e-quer-encontrar-a-nova-geracao-de-startups-de-ia-brasileiras

Ler o resumo da matéria

A Endeavor está reabrindo seu programa de aceleração Scale-Up no Brasil, focando inicialmente em startups brasileiras de inteligência artificial (IA).

Após dois anos de pausa, a primeira turma selecionou 17 startups, fundadas entre 2024 e 2026, que já atraíram R$ 219 milhões em investimentos. As selecionadas atuam em diversas áreas e esperam alcançar quase R$ 200 milhões em receita em 2026.

O Scale-Up visa identificar empresas promissoras antes de seu crescimento avançado, integrando-as à rede da Endeavor e potencialmente investindo nelas.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Depois de uma pausa de dois anos, a Endeavor está retomando o programa de aceleração de startups Scale-Up no Brasil, com o objetivo de atrair, neste primeiro momento, uma nova geração de startups brasileiras de inteligência artificial (IA).

A organização de estímulo ao empreendedorismo anunciou, na quarta-feira, 28 de outubro, a seleção da primeira turma dessa nova fase do programa.

O grupo reúne 17 startups AI-native, a maioria fundada entre 2024 e 2026, que, apesar do pouco tempo de operação, já atraíram pouco mais de R$ 240 milhões em investimentos de venture capital, com aportes de fundos como Prosus Ventures, Canary, a16z speedrun (programa de aceleração da a16z) e ONEVC.

A retomada do Scale-Up faz parte de uma estratégia da Endeavor para ampliar sua capacidade de identificar empresas promissoras antes que elas atinjam um estágio mais avançado de crescimento, com o objetivo de integrá-las à sua rede e, eventualmente, investir nelas.

“A Endeavor aprova de 12 a 15 empresas por ano para fazer parte da rede. Então, a gente se provocou para entender qual é a melhor forma de escolher esse portfólio”, afirma Maria Teresa Fornea, diretora-geral da Endeavor Brasil, ao NeoFeed. “O Scale-Up capilariza o nosso acesso e o nosso conhecimento a uma quantidade maior de novas empresas.”

O programa, que passou por um período de reestruturação após sua última edição, em 2024, retorna com mudanças tanto na seleção das empresas quanto na oferta de mentorias e conexões com empreendedores mais experientes.

Para chegar às 17 empresas da primeira turma, a Endeavor pré-selecionou 80 negócios, que passaram por bancas de avaliação com integrantes de sua rede de empreendedores, mentores e investidores. Entre os participantes estiveram Stelleo Tolda, do Mercado Livre; Paulo Veras, cofundador da 99; e Ricardo Kanitz, da Spectra.

A participação da rede nas bancas representa uma das mudanças em relação às versões mais recentes do Scale-Up, quando a seleção era conduzida internamente pela Endeavor, segundo Fornea.

Outra novidade é o uso de IA para ampliar o alcance do programa sem a necessidade de aumentar proporcionalmente a equipe dedicada ao acompanhamento das startups.

A Endeavor desenvolveu o MCP Server Endeavor, ferramenta que permite aos empreendedores acessar, por meio dos modelos de linguagem que já utilizam, o conhecimento acumulado pela organização em mais de 3 mil horas de mentorias.

O sistema oferece orientações sobre temas como precificação, estratégias comerciais e expansão de mercado, além de identificar mentores da rede que possam ajudar a resolver problemas específicos.

Antes, o acesso a esse conhecimento dependia de mentores e profissionais da Endeavor, que acompanhavam individualmente os empreendedores, identificavam suas necessidades e buscavam pessoas capazes de auxiliá-los.

Agora, parte desse processo poderá ser automatizada, desde a identificação dos desafios até o agendamento de conversas com mentores. “A gente hoje não distribui só mentoria, a gente distribui conhecimento também”, afirma Fornea.

Segundo ela, a decisão de iniciar a retomada do Scale-Up com startups AI-native reflete uma tentativa da própria Endeavor de compreender as transformações provocadas pela IA no empreendedorismo.

A avaliação é que essas empresas estão conseguindo crescer e acessar mercados internacionais em uma velocidade superior à observada em gerações anteriores de startups.

“Quando você compara com as vintages passadas, elas cresciam em outra velocidade”, diz Fornea. Segundo ela, as novas empresas estão crescendo quase o dobro das turmas anteriores, embora a organização ainda precise detalhar os números dessa comparação.

No caso das 17 startups selecionadas, que atuam em áreas que vão da infraestrutura de IA à saúde e ao turismo, a expectativa é que o grupo alcance quase R$ 200 milhões em receita somada em 2026. No ano passado, quase metade das empresas não registrou faturamento.

A participação no Scale-Up poderá abrir caminho para investimentos da Endeavor. A organização conta com o Scale-Up Ventures, fundo de venture capital da Endeavor Brasil, criado, financiado e curado pela rede Endeavor que tem R$ 160 milhões sob gestão para coinvestir empresas em early-stage.

“O programa Scale-Up é uma porta de entrada, não é uma garantia de investimento. Mas a partir do momento que você é selecionado para o programa, você pode ser investido”, diz Fornea.

O programa terá duração inicial de cinco meses, mas a organização estuda formas de manter parte do suporte por mais tempo, aproveitando a capacidade de distribuição de conhecimento proporcionada pela inteligência artificial.

Para 2027, estão previstas pelo menos três novas turmas, com temas como agricultura, deep tech, biotecnologia e cibersegurança e negócios voltados à transformação de setores tradicionais.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *