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A Amazon anunciou a aquisição da Globalstar por US$ 11,6 bilhões, visando expandir sua presença no mercado de satélites de telecomunicações, desafiando a Starlink de Elon Musk. A Globalstar oferece internet banda larga via satélite e é um concorrente direto da Starlink.
A compra permitirá à Amazon integrar serviços direct-to-device (D2D) à sua constelação de satélites de baixa órbita, a Amazon Leo, que deve iniciar operações amplas em 2028. A Starlink, com cerca de 10 mil satélites, já opera em 150 países, enquanto a Amazon Leo possui atualmente cerca de 200 satélites, com planos de expandir para 3,2 mil.
A aquisição é uma das maiores da Amazon, atrás apenas da compra da Whole Foods em 2017. A Amazon busca atender a demanda crescente por conectividade em áreas remotas e no setor aéreo, onde um bom sinal de internet é um diferencial competitivo.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Depois da competição no mercado de foguetes e de robotaxis, Jeff Bezos quer desafiar Elon Musk na área de satélites de telecomunicações.
A Amazon anunciou na terça-feira, 14 de abril, que fechou um acordo para adquirir a Globalstar, empresa que oferece conexão de internet banda larga de alta velocidade via espaço e é um dos principais concorrentes da Starlink. As negociações tinham sido antecipadas, no começo do mês, pelo Financial Times (FT).
O acordo foi avaliado em US$ 11,6 bilhões. Os acionistas da Globalstar poderão escolher receber, para cada ação que possuírem, US$ 90 em dinheiro ou 0,32 ação da Amazon, com valor máximo de US$ 90 por ação.
A Amazon decidiu adquirir a Globalstar para adicionar a parte de serviços direct-to-device (D2D) à constelação de satélites de baixa órbita da Amazon Leo, ampliando a cobertura de celular além do alcance das redes terrestres. Atualmente, o serviço é oferecido via antenas fixas.
A expectativa é de que a Amazon Leo comece a oferecer de forma ampla o serviço em 2028, após obter as aprovações regulatórias necessárias. Até lá, a Amazon vai oferecer o serviço para quem tem aparelhos da Apple, que era investidora, com participação de 20%, e cliente da Globalstar, utilizando a tecnologia para oferecer ligações de emergência.
“As novas funcionalidades fazem parte da visão de longo prazo da Amazon para conectividade espacial, e a Amazon planeja trabalhar com operadoras de redes móveis (MNOs) e outros parceiros para concretizar essa visão e estender conectividade confiável e de alta velocidade aos clientes, não importa onde eles estejam no mundo”, diz trecho do comunicado da Amazon.
A aquisição tende a acelerar a entrada da Amazon nesse mercado, cujo principal nome é a Starlink, que conta com cerca de 10 mil satélites e operação em 150 países, enquanto a Amazon Leo tem em torno de 200 em órbita, mas planeja chegar a 3,2 mil, segundo dados do TechCrunch.
A Starlink conquistou clientes como United Airlines e John Deere. Já a Amazon, cujas operações ainda estão em fase inicial, anunciou recentemente um acordo para fornecer acesso à internet em voos da Delta Air Lines e JetBlue a partir do ano que vem.
A compra da Globalstar é uma das maiores já feitas pela Amazon, ficando atrás da aquisição da rede de supermercados Whole Foods, em 2017, por US$ 13,7 bilhões.
O CEO da Amazon, Andy Jassy, disse a investidores em fevereiro que a Amazon Leo fazia parte de um conjunto de “oportunidades incrementais” nas quais a gigante do comércio eletrônico, avaliada em US$ 2,2 trilhões, estava se concentrando.
No caso da Leo, a ideia é atender a um mundo cada vez mais interconectado, exigindo disponibilidade de sinal de internet em mais regiões do que a estrutura física é capaz de oferecer.
Um mercado que se mostra mais promissor é o aéreo. As companhias buscam alternativas para as atuais redes de wi-fi dos aviões, bastante instáveis. Um bom sinal de internet é visto como diferencial para conseguir vender assentos mais caros aos passageiros.
Fique Por Dentro
Acionistas da Globalstar poderão receber US$ 90 em dinheiro ou 0,32 ação
Amazon tem apenas 200 satélites em órbita, contra 10 mil da Starlink
Apple era investidora da Globalstar, com 20% de participação












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