Todos os dias, um grande volume de informações circula pelas empresas. Elas estão nas conversas com clientes, nas reuniões das equipes e nos e-mails que fazem parte da rotina de trabalho, entre tantas outras trocas que movimentam o dia a dia do mundo corporativo.
Muito do que se aprende nessas interações, porém, acaba esquecido ou fica restrito a poucas pessoas. Uma solução encontrada por uma equipe poderia ser útil a outra, mas raramente esse conhecimento é reunido de forma que toda a empresa possa aproveitá-lo.
A possibilidade de usar a inteligência artificial para mudar esse cenário estará entre os temas da segunda edição do Zoox Data Revolution (ZDR), evento que será realizado em 17 de novembro, no Hotel Unique, em São Paulo, com participação exclusiva para convidados.
Com mais de 40 patrocinadores e a presença de grandes lideranças empresariais, o encontro promovido pela data tech Zoox discutirá como dados e IA podem melhorar a gestão, orientar decisões e abrir oportunidades de negócio. Será também o palco de lançamento do Zoox Ontology, nova plataforma da companhia.
A programação reunirá, entre outros, David Feffer, presidente do conselho da Suzano; Guilherme Benchimol, fundador e presidente do conselho da XP; Guilherme Horn, head do WhatsApp para mercados estratégicos; Diego Puerta, presidente da Dell Technologies no Brasil; Cristina Palmaka, conselheira da Vivo e ex-presidente da SAP América Latina; e o técnico Bernardinho e o levantador Bruninho, campeões olímpicos de vôlei.
Além dos debates no palco principal, haverá workshops, masterclasses e encontros em grupos menores, com atividades simultâneas voltadas à troca de experiências entre os convidados.
“Dados e AI deixaram de ser uma conversa exclusiva da área de tecnologia”, diz Rafael de Albuquerque, fundador e CEO da Zoox. “Hoje são assuntos de CEO, conselho e de todas as lideranças.”
O evento foi concebido para aproximar esse público e discutir tanto os resultados obtidos pelas empresas quanto as dificuldades que elas encontram na adoção das novas ferramentas tecnológicas.
O ZDR contará com grandes nomes como David Feffer, Guilherme Benchimol, Guilherme Horn, Diego Puerta, Cristina Palmaka, o técnico Bernardinho e o levantador Bruninho, entre outros
A resposta à segunda edição veio antes mesmo da divulgação dos palestrantes. Nas primeiras 24 horas, 86% das inscrições disponíveis haviam sido preenchidas, patamar que levou quase uma semana para ser alcançado em 2025.
A procura para participar praticamente dobrou em relação ao ano passado, enquanto o número de patrocinadores passou de 25 para mais de 40. Na estreia, o encontro recebeu cerca de 1,1 mil líderes, acima dos 700 participantes esperados.
“A ideia nunca foi criar o maior evento, mas um encontro de altíssimo nível, onde grandes líderes pudessem debater as mudanças reais que dados e a inteligência artificial estão provocando nas empresas”, diz o fundador da Zoox.
A inspiração veio de encontros internacionais dos quais Albuquerque participou. No Brasil, identificou espaço para uma iniciativa dedicada a dados e IA que incluísse discussões sobre liderança e cultura empresarial, além dos aspectos técnicos.
Nesta edição, os workshops serão desenvolvidos com o Inteli, instituição de ensino superior voltada à formação de profissionais de tecnologia, em uma sala preparada para atividades práticas de inteligência artificial.
A suíte presidencial do hotel receberá uma masterclass em parceria com a Saint Paul Escola de Negócios, destinada a CEOs e convidados selecionados.
Os CIOs terão sessões em um tech room com apoio da Nvidia. Serão discutidos infraestrutura, dados, IA e arquitetura tecnológica das empresas. A previsão é organizar de sete a oito turmas, com 35 a 40 participantes cada. A programação também incluirá apresentações de casos da Zoox.
Uma das novidades do ZDR será o Zoox Ontology, plataforma criada para preservar uma parte da memória das empresas que costuma escapar dos sistemas tradicionais: o conhecimento produzido em conversas, atendimentos e decisões do dia a dia.
Ao reunir essas informações, a tecnologia permitirá que o repertório de um profissional ou de uma equipe seja aproveitado por toda a companhia.
Segundo Albuquerque, mesmo empresas que avançaram na organização dessas informações ainda têm dificuldade para recuperar o contexto de suas atividades.
Um sistema, por exemplo, registra o resultado de uma venda, mas nem sempre preserva os argumentos que convenceram o comprador. Um contrato assinado tampouco revela todas as avaliações feitas durante a negociação.
Parte dessa experiência permanece com os profissionais e pode se perder quando eles mudam de função ou deixam a companhia. O Ontology foi desenvolvido para preservar esse conhecimento e permitir sua consulta por outras pessoas e por aplicações de IA.
A plataforma reunirá informações de e-mails, reuniões e atendimentos por meio de integrações com sistemas, aplicativos e dispositivos como relógios e crachás com recursos de gravação. Cada empresa definirá como fazer essa coleta, conforme suas necessidades e políticas internas.
Esses registros poderão ser consultados para entender como um atendimento foi conduzido, recuperar o histórico de uma negociação ou buscar na experiência de outros profissionais a solução para um problema.
Albuquerque lembra que o Zoox Ontology poderá ajudar a treinar equipes, avaliar o desempenho dos profissionais e identificar suas habilidades. Uma empresa poderá usar as práticas de seus melhores atendentes para desenvolver um agente de IA.
Além do Ontology, a Zoox prepara o anúncio de uma parceria com uma multinacional. Os detalhes serão apresentados durante o encontro e fazem parte dos planos da companhia para ampliar sua atuação em infraestrutura de dados e inteligência artificial.










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