Boletim Focus e debate sem Lula e Flávio: o que move os mercados nesta segunda

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Os mercados iniciam a semana nesta segunda-feira, 24, com uma agenda econômica mais esvaziada e as atenções divididas entre as novas projeções do Boletim Focus, falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a repercussão do cenário eleitoral após o primeiro debate presidencial das eleições de 2026.

No exterior, os investidores acompanham um indicador de atividade econômica dos Estados Unidos e novos leilões de títulos do Tesouro americano. Os Treasuries permanecem no radar depois de os juros dos papéis de longo prazo terem influenciado o comportamento dos mercados nas últimas sessões.

O mercado doméstico começa a semana depois de um pregão de forte alta. Na sexta-feira, 21, o Ibovespa avançou 1,85%, aos 171.031 pontos, sustentado pelo alívio na curva de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Na semana, o principal índice da B3 acumulou valorização de 2,45%.

O dólar à vista, por sua vez, recuou 0,93%, para R$ 5,145, na sexta-feira e encerrou a semana com queda de 1,43%.

No Brasil, o movimento de alívio nos juros ganhou força nos últimos dias após uma sequência de dados de inflação mais comportados e indicadores de atividade abaixo do esperado. O cenário reduziu as taxas na ponta curta da curva e também ajudou os vencimentos mais longos, favorecendo os ativos de risco.

O que acompanhar

Às 8h25, o Banco Central divulga o Boletim Focus, com as novas projeções de economistas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira.

As estimativas para inflação, taxa Selic, Produto Interno Bruto (PIB) e câmbio ganham relevância depois do alívio recente na curva de juros. Os investidores devem observar principalmente eventuais mudanças nas expectativas para inflação e juros.

Pouco depois, às 10h, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa da abertura da Febraban Tech 2026, em São Paulo. A participação será aberta à imprensa e terá transmissão.

Declarações do presidente do BC podem ganhar atenção do mercado em um momento de revisão das expectativas para os juros domésticos.

A agenda doméstica também terá a participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, em evento virtual do Broadcast/Estadão, das 8h às 8h45, como porta-voz da campanha.

Mercado acompanha atividade nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, às 9h30, será divulgado o Índice de Atividade Nacional do Fed de Chicago referente a julho. Na leitura anterior, o indicador ficou em -0,02.

O índice reúne diferentes dados da economia americana e é acompanhado como um termômetro da evolução da atividade. Os números ganham importância em um momento no qual investidores buscam sinais sobre a trajetória da economia e seus possíveis efeitos sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed).

Mais tarde, às 12h30, o Tesouro americano realiza leilões de títulos com vencimento em três e seis meses. Nos leilões anteriores, as taxas ficaram em 3,715% e 3,780%, respectivamente.

O comportamento do mercado de títulos americano segue no radar depois da volatilidade recente dos Treasuries. Na sexta-feira, o alívio da pressão sobre os juros americanos ajudou a sustentar o avanço dos ativos de risco também no Brasil.

Debate presidencial no radar dos investidores

No cenário político, investidores começam a semana acompanhando a repercussão do primeiro debate presidencial das eleições de 2026, realizado pela Band na noite de domingo, 23.

O encontro foi marcado pelo esvaziamento após as ausências do presidente Lula, do senador Flávio Bolsonaro e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Com as desistências, participaram do debate Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury.

Lula também optou por não participar do primeiro confronto presidencial na televisão. A ausência do presidente levou Flávio Bolsonaro a ficar fora do encontro, enquanto Zema anunciou neste domingo que também não compareceria.

Além do debate, o mercado deve acompanhar a repercussão de entrevista concedida por Lula à Record neste domingo.

O cenário eleitoral ganha espaço crescente no radar dos investidores à medida que se aproxima o primeiro turno das eleições. As declarações dos candidatos e as sinalizações sobre política econômica tendem a ser acompanhadas pelo mercado nas próximas semanas.

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