O Ibovespa opera em território negativo nesta sexta-feira, 26, interrompendo a alta da véspera, quando o índice avançou 0,89%. Por volta das 11h10 (horário de Brasília), o principal índice acionário da B3 recuava 0,20%, aos 171.641 pontos. A sessão é marcada pela aversão ao risco no exterior devido à queda das ações de tecnologia, recuo das commodities e leitura de dados domésticos de emprego e contas externas.
No mesmo horário, o dólar comercial rondava a estabilidade mas com viés de queda de 0,12% frente ao real, cotado a R$ 5,174.
Na bolsa doméstica, dos 78 papéis que compõem o índice, 19 estavam em baixa, 45 estáveis e apenas 14 em alta. Entre as ações de peso no índice, a Petrobras acompanha a queda do petróleo no mercado internacional, caindo 0,96% nos papéis preferenciais (PETR4) e 1,08% os ordinários (PETR3). A Vale (VALE3) também recua 0,18% apesar do avanço de 0,81% do minério de ferro na Bolsa de Dalian, na China.
A queda também é seguida por parte das ações do setor financeiro. As preferenciais do Itaú (ITUB4) rondam a estabilidade com ligeira alta de 0,07%, enquanto as do Bradesco (BBDC4) também registram ligeira alta de 0,11%. As ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3) estão estáveis com ligeira alta de 0,15%. As units do BTG (BPAC11) caem 0,28%, enquanto as do Santander registram ligeira viés de alta de 0,08%.
Entre as maiores altas, o destaque está com Marfrig (MBRF3), que sobe 4,74%, e CSN Mineração (CMIN3) com alta de 1,65%. No campo negativo, Braskem (BRKM5) é a maior queda do dia ao cair mais de 11%, seguido por Azzas (AZZA3), que cai 4,90%, e Suzano (SUZB3), com queda de 2,93%.
No Brasil, o destaque é a taxa de desemprego, que recuou para 5,6% no trimestre encerrado em maio, o menor nível para o período desde 2012. A população ocupada somou 102,7 milhões de pessoas, com massa de rendimento real de R$ 377,7 bilhões, indicando continuidade da recuperação do mercado de trabalho.
No balanço de pagamentos, o Banco Central informou déficit em transações correntes de US$ 3,2 bilhões em maio, com superávit comercial de US$ 7 bilhões. Os investimentos diretos no país somaram ingressos de US$ 8 bilhões, enquanto houve saída líquida de US$ 5,2 bilhões em investimentos em carteira.
Nos Estados Unidos, os investidores monitoram o aumento de 27,4% no déficit comercial de bens, que alcançou US$ 105,8 bilhões em maio, refletindo queda nas exportações e aumento das importações. O mercado também aguarda com atenção os discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed) ainda hoje.
As falas são vistas como potenciais sinais sobre o futuro da política monetária estadunidense e os próximos passos para as taxas de juros, o que deve adicionar volatilidade aos ativos globais ao longo da tarde.
Petróleo cai quase 4% pela manhã
Próximo de uma queda de 4% no início da manhã, o petróleo segue caindo por volta das 10h40 (horário de Brasília), com o Brent recuando 3,28%, cotado a US$ 72,79, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) cai 2,86%, a US$ 69,86.
A desvalorização é sustentada pela normalização parcial do tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz, o que reduziu o prêmio de risco geopolítico no Oriente Médio, apesar de novos ataques a embarcações manterem o clima de cautela.
Mercados sofrem com techs
Os mercados asiáticos encerraram o pregão com perdas severas, liderados por um movimento de liquidação no setor de tecnologia. Na Coreia do Sul, o índice Kospi despencou 5,81%, enquanto o Kosdaq recuou 4,10%.
O sentimento negativo também atingiu o Japão, onde o índice Nikkei 225 caiu 4,15%, fechando aos 69.360,88 pontos. A única exceção na região foi a bolsa da Austrália, que conseguiu fechar com leve alta de 0,18%.
Na Europa, os principais mercados abriram em baixa, refletindo a disseminação do pessimismo com o setor tecnológico global. O Stoxx 600 está em queda de 1,36%. O DAX recua 1,68%, o FTSE 100 cai 1,11%, o CAC 40 perde 0,99% e o FTSE MIB tem baixa de 1,53%.
Nos EUA, os mercados operam em queda, com o S&P 500 recuando 0,47%, o Nasdaq Composite caindo 1,33% e o Dow Jones perdendo 186 pontos ou 0,36%, também influenciados pelas empresas de tecnologia.
Há relatos de que a OpenAI estaria avaliando adiar sua abertura de capital, em meio a preocupações com o custo crescente da infraestrutura de inteligência artificial (IA).












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